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Pela 1ª vez na história, Globo transmitirá amistoso da seleção feminina

Renata Mendonça

08/11/2019 16h46

(Fotos: Daniela Porcelli/CBF)

A seleção feminina jogará a final do Torneio Amistoso da China contra as donas da casa no próximo domingo às 8h45 com uma novidade confirmada com exclusividade pelo blog: pela primeira vez na história, um amistoso das mulheres será transmitido pela maior emissora o país.

O primeiro jogo do torneio – a goleada contra o Canadá por 4 a 0 na última quinta – não teve transmissão por não foi possível viabilizar a geração do sinal. Mas desta vez a CBF conseguiu a liberação, e a Globo confirmou que irá mostrar o jogo às 8h45, juntamente com o SporTV.

Essa é uma conquista significativa para o futebol das mulheres. A TV Globo nunca havia transmitido uma Copa do Mundo feminina e, neste ano, com a visibilidade que a emissora trouxe, o Brasil bateu o recorde mundial de audiência do torneio em todo o mundo. Foram mais de 30 milhões de pessoas vendo a seleção feminina enfrentando a França nas oitavas de final. Com essa conquista, o Grupo Globo passou a ter mais interesse nas transmissões do futebol feminino, chegou a mostrar a final sem o Brasil em campo e agora, pela primeira vez na história, mostrará um amistoso da seleção feminina.

Diante do crescimento da modalidade, é importante que cada vez mais haja visibilidade para o futebol das mulheres, porque só assim é possível atrair público, patrocinadores e investimento.

Com os números empolgantes da Copa do Mundo, até os amistosos da seleção feminina após o Mundial sob o comando de Pia Sundhage já tiveram boa audiência, com o Sportv liderando entre os canais esportivos no horário da transmissão de Brasil e Polônia.

O Brasileiro feminino bateu recordes de audiência na Band e o Paulista das mulheres também deu a liderança ao SporTV. Todos esses fatos mostram que há, sim, interesse de muita gente em acompanhar mais o futebol feminino e essa decisão da Rede Globo em transmitir a partida permitirá que o envolvimento da torcida com a seleção das mulheres continue crescendo.

(Fotos: Daniela Porcelli/CBF)

O momento não poderia ser mais propício. A chegada de Pia à seleção feminina deu outra cara ao time e empolgou muita gente que acompanha a modalidade há mais tempo. Uma treinadora vencedora, com dois ouros olímpicos na carreira, trouxe um respeito e até mesmo uma visibilidade importante para o futebol feminino. E em cinco jogos à frente da equipe, ela já tem quatro vitórias e um empate – sendo alguns desses resultados históricos, como a vitória sobre a Inglaterra, que nunca tinha acontecido antes.

Em um momento de evolução dessa seleção, é muito importante que a torcida consiga acompanhar e manter o engajamento com as mulheres. Por isso, a visibilidade é tão importante. Quanto mais jogos forem transmitidos em TV aberta, mais pessoas poderão acompanhar o futebol feminino. E quando estamos falando da maior emissora do país, que tem centenas de milhões de telespectadores assistindo a sua programação todos os dias, isso é ainda mais significativo.

Mais uma conquista muito importante para as mulheres.

Sobre as autoras

Renata Mendonça é jornalista, são-paulina, e apaixonada por esporte desde que se conhece por gente. Foi em um ~dibre desses da vida que conseguiu unir trabalho e paixão sendo jornalista esportiva. Hoje, sua luta é para que mais mulheres consigam ocupar esse espaço. Angélica Souza é publicitária, de bem com a vida e tem um senso de humor que, na maioria das vezes, faz as pessoas rirem. Alucinada por futebol - daquelas que não pode ver uma bola que já sai chutando - sabe da importância e responsabilidade de ser uma mulher com essa paixão. Nas costas, gosta da 10, e no peito, o coração é verde e branco e bate lá na Turiassú. Roberta Nina é aquariana por essência, são-paulina por escolha e jornalista de formação. Tem por vocação dar voz às mulheres no esporte.

Sobre o blog

Futebol não é coisa de mulher. Rugby? Vocês não têm força para jogar... Lugar de mulher é na cozinha, não no campo, na quadra, na arquibancada. Já ouviu isso muitas vezes, né?! Mas o ~dibradoras surgiu para provar justamente o contrário. Mulher pode gostar, entender e praticar o esporte que quiser. E quem achar que não, a gente ~dibra ;)

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