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CBF tenta trazer ex-jogadora com diploma da UEFA para comandar sub-17

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19/08/2019 11h04

Simone Jatobá, ex-jogadora da seleção brasileira, deve assumir a seleção sub-17 feminina (Foto: Agencia EFE)

(Por Renata Mendonça e Roberta Cardoso)

A CBF está perto de anunciar o novo nome que comandará a seleção feminina de futebol sub-17 e, segundo apurou a reportagem do blog dibradoras, a escolhida deve ser uma mulher. Desde o início de agosto a entidade vem conversando com Simone Jatobá, ex-jogadora da seleção brasileira e que atualmente mora na França, onde jogou a última temporada no Metz, clube que defende desde 2014.

Simone está de férias no Brasil e recentemente acompanhou a partida entre Corinthians x Vitória pelo Campeonato Brasileiro no Parque São Jorge, dia 04 de agosto.

A treinadora Pia Sundhage conhece Simone e recomendou seu nome para Marco Aurélio Cunha. A ex-jogadora da seleção brasileira começou a fazer sua transição de carreira e já tem uma das principais licenças da UEFA para treinadores (a A, que só fica abaixo da Pro).

O diretor fez o convite para a jogadora treinar a seleção de base feminina e aguarda sua confirmação. Simone já sugeriu o nome da ex-goleira Maravilha para atuar como preparadora de goleiras em sua comissão técnica. A possível treinadora da sub-17 conversará com a diretoria da seleção feminina nesta terça-feira (20).

A seleção feminina sub-17 foi campeã sul-americana em março de 2018 sob o comando do técnico Luisão. Com isso, conseguiu a vaga no Mundial da categoria que aconteceu em novembro do mesmo ano, no Uruguai. O Brasil foi eliminado ainda na primeira fase e logo após a competição, o treinador deixou o cargo e a seleção de base segue sem atividades e comando até então, completando nove meses sem definição.

A treinadora Pia Sundhage chegou a falar sobre a importância de se definir logo o comando das duas seleções femininas de base (ambas sem treinador desde 2018) para que o trabalho do futebol feminino na CBF possa andar em sintonia.

"Falamos sobre o quanto isso é importante (contratar técnicos para a base). É preciso definir os técnicos das jovens jogadoras. Porque, de onde eu vim, penso que éramos muito bons no desenvolvimento de jogadoras. Na Europa, principalmente. Queremos resolver isto o mais rápido possível", disse em entrevista após o jogo entre Internacional e Flamengo pelas quartas de final da série A1 do Brasileiro feminino.  

Quem é Simone Jatobá?

Simone Jatobá fez parte da melhor geração de futebol feminino que o Brasil já teve. Ela participou das conquistas dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro em 2007, no vice-campeonato mundial naquele mesmo ano e também fez parte do time que foi medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 2008, na China.

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Paranaense de Maringá, Simone começou a jogar bola bem cedo, aos cinco anos, quando ia ver jogos do seu tio, Carlos Roberto Jatobá, que foi jogador profissional de equipes como Corinthians e Atlético-PR. Aos 12, ela passou a treinar no Paraná Clube, depois atuou como atacante no São Paulo e, a pedido do treinador na época, passou a jogar como lateral – função que desempenhou por grande parte da carreira.

Jogou na Europa onde teve uma carreira sólida atuando em clubes tradicionais, como o Rayo Vallecano da Espanha e o super campeão Lyon, onde jogou de 2005 a 2010. Desde 2014, Simone defende o Metz da França e mesmo atuando em alto nível, começou a preparar sua transição de carreira. Fez cursos da UEFA e é a única brasileira a ter a licença A da entidade.

Sobre as autoras

Renata Mendonça é jornalista, são-paulina, e apaixonada por esporte desde que se conhece por gente. Foi em um ~dibre desses da vida que conseguiu unir trabalho e paixão sendo jornalista esportiva. Hoje, sua luta é para que mais mulheres consigam ocupar esse espaço. Angélica Souza é publicitária, de bem com a vida e tem um senso de humor que, na maioria das vezes, faz as pessoas rirem. Alucinada por futebol - daquelas que não pode ver uma bola que já sai chutando - sabe da importância e responsabilidade de ser uma mulher com essa paixão. Nas costas, gosta da 10, e no peito, o coração é verde e branco e bate lá na Turiassú. Roberta Nina é aquariana por essência, são-paulina por escolha e jornalista de formação. Tem por vocação dar voz às mulheres no esporte.

Sobre o blog

Futebol não é coisa de mulher. Rugby? Vocês não têm força para jogar... Lugar de mulher é na cozinha, não no campo, na quadra, na arquibancada. Já ouviu isso muitas vezes, né?! Mas o ~dibradoras surgiu para provar justamente o contrário. Mulher pode gostar, entender e praticar o esporte que quiser. E quem achar que não, a gente ~dibra ;)

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