Dibradoras http://dibradoras.blogosfera.uol.com.br Mulher pode gostar, entender e praticar o esporte que quiser. Wed, 21 Oct 2020 07:00:19 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Nova coordenadora da FPF quer mostrar que o futebol feminino é rentável http://dibradoras.blogosfera.uol.com.br/2020/10/21/nova-coordenadora-da-fpf-quer-mostrar-que-o-futebol-feminino-e-rentavel/ http://dibradoras.blogosfera.uol.com.br/2020/10/21/nova-coordenadora-da-fpf-quer-mostrar-que-o-futebol-feminino-e-rentavel/#respond Wed, 21 Oct 2020 07:00:19 +0000 http://dibradoras.blogosfera.uol.com.br/?p=10694

(Foto: Rodrigo Corsi/Paulistão)

*Por Mariana Pereira 

Cria da rua, da bola, das quadras e dos campos, Ana Lorena Marche vive nesses últimos meses de 2020 seu maior desafio profissional. Atual coordenadora de Futebol Feminino da Federação Paulista de Futebol  – ela assumiu o cargo com a saída de Aline Pellegrino para a CBF -, é sob seus comandos que acontece desde o último final de semana (17 e 18/10) o 23º Campeonato Paulista de Futebol Feminino, estadual – da modalidade – mais longevo do país.

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Aninha na família, Lorena no profissional, Ana Lorena às vezes e Lolo para os mais íntimos iniciou sua trajetória nesta área já na faculdade e em 2016 encontrou no feminino sua motivação profissional. “Eu percebi que não tinha nada de desenvolvimento de gestão no feminino, comecei a desenvolver esse projeto dentro da Universidade do Futebol e foi quando conheci a Pelle (Aline Pellegrino)”, contou a gestora.

Das conquistas com as Guerreiras Grenás à FPF

”Comecei a entrar nesse mundo de não tem nada, gestão, nada. Em janeiro 2017 pedi aviso prévio de 6 meses na Universidade do Futebol, em fevereiro teve um evento da CBF Social, em Araraquara, e aí o pessoal da Ferroviária estava lá e recebi a proposta para ir trabalhar no clube”, completou.

Os frutos dessa união a gente já conhece bem: criação do departamento feminino, profissionalização de atletas e comissão técnica, departamento médico próprio, rouparia e nada menos que seis títulos conquistados em três anos: Campeonato Brasileiro (2019), 2 Jogos Abertos (2017 e 2019), Festival Feminino Sub-14 (2019) e 2 Jogos da Juventude (2018 e 2019), além do vice da Libertadores (2019) e do terceiro lugar no Paulista Feminino (2019).

As mulheres do departamento de futebol feminino da Ferroviária em 2019 (Foto: dibradoras)

“Eu encontrei um clube que tinha tudo, atletas de nível seleção (Raquel, Luciana), que teve muitas glórias, mas com pouca estrutura – estrutura só de Prefeitura – e precisava melhorar para competir com clubes grandes que estavam entrando”, contou Ana Lorena.

Muita coisa aconteceu de lá para cá. A Ferroviária sagrou-se campeã Brasileira, vice da Libertadores, Ana foi para a FPF trabalhar ao lado de Pelle, veio a pandemia do Covid-19 – tudo parou – e, enfim, o convite para Aline assumir a coordenação de competições na CBF. “Quando ela vai para a CBF, simbolicamente mostra que eu também posso entrar, eu também posso estar, isso é uma representatividade muito grande, como para mim, que olhei isso e vi que dava para entrar e que precisava”, afirmou Ana.

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Sai Aline, assume Ana Lorena

O desejo de fazer mais tanto pela modalidade quanto pelos outros é o que norteia a carreira de Ana Lorena. A coordenadora da FPF sentiu na pele os obstáculos que cercam o futebol feminino e trabalha hoje para que isso não seja mais problema na vida de tantas mulheres.

“Minha vontade de estar aqui (na Federação Paulista) é de que as barreiras que eu tive, de não ter campeonato para competir, por exemplo, não exista mais. Eu quero mudar essa realidade. Meu desejo é principalmente ajudar a quebrar essas barreiras, e aqui vou poder ajudar mais do que em Araraquara, e sei que lá eu quebrei muitas barreiras. Agora quero atingir Rio Preto, Franca, São José dos Campos”, explicou Ana Lorena.

Um levantamento feito pela Revista Movimento, da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, reforça a fala de Ana. O estudo teve como base o Brasileirão Feminino desde a sua primeira edição, em 2013, até o ano de 2019, e mostrou que são os homens que ocupam a grande maioria dos cargos de comissão técnica dos times: 85%.

(Foto: Reprodução)

“É meu objetivo pessoal ter mais mulheres em cargos de liderança, mais técnicas. E quero também quebrar a barreira para que a menina goste do esporte. O que acontece muito é que ela começa a praticar, percebe que não tem um ambiente seguro e ela sai. E não é só a FPF, são vários agentes que vão transformar. Vai criando caminhos para que a menina que se destaca possa chegar, mas a que não se destaca possa permanecer no futebol, ser jornalista, gestora, técnica, advogada”, afirmou Ana.

O estudo da Revista Movimento apontou ainda que: “se não houver rupturas no processo de aumento linear e gradual na participação das profissionais nos próximos anos, é possível que a igualdade numérica entre homens e mulheres em cargos de comissão técnica seja alcançada a partir do ano de 2030”.

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“Profissionalizar não é só dar carteira (de trabalho), é dar profissionalismo para tudo. Uma estrutura profissional. Comissão técnica com analista de desempenho, profissionais capacitados, que conheçam a modalidade. Passar pela barreira do marketing, do produto, quebrar este ciclo de que futebol feminino não dá retorno. Ele dá retorno, ele tem visibilidade se for bem trabalhado, bem feito, e pode ser a longo prazo”, enfatizou a gestora.

Valorizar todo mundo que trabalha”

Com a percepção de quem está inserida no assunto e consumindo cada vez mais a modalidade, Ana Lorena não driblou apenas as barreiras do preconceito e do descaso, mas também a da pandemia do Covid-19. O ano de 2020 prometia para o futebol feminino muito por conta do embalo das conquistas de 2019, e o que temos hoje é um Paulistão Feminino reduzido de 21 para 11 rodadas, mas que não deixará de acontecer.

Inclusive, os obstáculos passaram a não mais abalar a confiança de crescimento e das boas colheitas. O trabalho continua com as Anas, Alines, Dudas, Tatieles e tantas outras que vieram para ocupar este espaço.

“O produto Futebol Feminino é diferente em alguns sentidos e ele precisa ser trabalhado diferente, eu não posso tratá-lo igual ao masculino. Precisa ter treinamento específico para esse produto. Pesquisas mostram que o fã do futebol feminino é engajado com causas políticas, então, se eu não fizer um produto que converse com isso, eu não estou fazendo bem feito”, explicou Ana Lorena.

“(O futebol feminino) tem uma história diferente que não pode ser ignorada. Temos muito o que aprender com o masculino, mas fazer muita coisa diferente”, concluiu.

O primeiro grande desafio de Ana Lorena na FPF é a realização do tradicional Campeonato Paulista em tempos de Coronavírus. Sem a presença dos torcedores na arquibancada, o diferencial para esse ano são as transmissões por parte do Facebook – plataforma que também tem transmite a Libertadores da América e Champions League (ambos no masculino).

O campeonato começou no último fim de semana e tem previsão de término no dia 20 de dezembro. E Ana Lorena entende que a transmissão dos jogos e a produção de uma web-série chegam para oferecer ao público um campeonato de alto nível.

“É fazer cada vez melhor esse produto, fazer essa entrega e valorizar esses clubes, principalmente aqueles que estão passando por esse momento de dificuldade. Então é o campeonato, é o lançamento oficial, é a web-série, valorizar a história e tudo o que o campeonato Paulista já fez”, afirmou às dibradoras.

 

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Clubes superam dificuldades e estão prontos para a volta do Brasileirão A2 http://dibradoras.blogosfera.uol.com.br/2020/10/15/clubes-superam-dificuldades-e-estao-prontos-para-a-volta-do-brasileirao-a2/ http://dibradoras.blogosfera.uol.com.br/2020/10/15/clubes-superam-dificuldades-e-estao-prontos-para-a-volta-do-brasileirao-a2/#respond Thu, 15 Oct 2020 07:00:02 +0000 http://dibradoras.blogosfera.uol.com.br/?p=10680

Foto: CBF

*Por Mariana Pereira

A Série A2 do Campeonato Brasileiro feminino já tem dia e hora para retornar, e a boa notícia é que isso acontece na próxima semana. Fortaleza e São Valério encerram o jogo que faltava da primeira rodada na segunda-feira (19), às 15h, no Raimundão, em Caucaia, no Ceará. E então, a retomada parte para a segunda rodada.

Divididos em seis grupos, os 36 participantes jogam as primeiras cinco rodadas entre integrantes da mesma chave. Os dois melhores colocados, além dos quatro melhores terceiros, avançam para as oitavas de final em partidas de ida e volta, sem critério de gol qualificado para, finalmente, os quatro semifinalistas garantirem vaga na Série A1 do Brasileiro Feminino de 2021.

Na edição de 2020, diversos clubes considerados de camisa acirram a disputada por uma vaga na elite do nacional – muito disso se deve pela exigência sobre a modalidade a times que disputam a Série A do Brasileiro masculino. Já outros buscam evitar o rebaixamento e aperfeiçoar o desempenho do elenco com o passar dos jogos.
Escolhemos alguns times de diferentes regiões do país que têm projetos interessantes no futebol feminino para analisar suas ambições no campeonato e entender como chegam nesta retomada após a pausa por conta da pandemia.

Atlético Mineiro

Hoffmann Túlio assumiu a equipe feminina do Galo nesta temporada após ser campeão Mineiro com o Cruzeiro em 2019 e levar o time celeste à vice conquista da A2, garantindo vaga na elite do Brasileiro. Por conta da experiência do treinador na competição, o Atlético mira o título da temporada 2020, além do acesso.

 

O clube, que mescla elenco jovem com experiência, optou por não renovar o contrato de oito atletas que tiveram seus vínculos encerrados no mês de junho com a justificativa de melhorar o nível técnico do time. Contratou cinco novos nomes e promoveu três atletas da base para treinarem com o profissional. Recentemente, Ana Flávia Pissaia foi convocada para a Seleção Brasileira Feminina Sub-20.

Após a pausa por conta da pandemia, as Vingadoras retomaram os treinos presenciais no dia 2 de setembro na Vila Olímpica, uma das unidades do Atlético que conta com estrutura completa. No Grupo E, o Galo Feminino enfrenta o Vasco no sábado (24), às 15h, em Nova Iguaçu, Rio de Janeiro. Em 2019, o time não passou da primeira fase da competição.

Ceará

Bicampeão estadual na temporada 2018/2019, o Ceará chegou às quartas de final do Brasileirão A2 do ano passado e neste ano quer ir mais longe, mirando o acesso. Sem perder nenhuma atleta durante a pausa por conta da pandemia, o técnico Sérgio Alves tem à disposição um elenco de 30 jogadoras.

 

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Ceará manteve base vencedora em busca do acesso na Série A2 O acesso para a primeira divisão do futebol feminino nacional é o maior e principal desafio do Ceará na temporada. Pensando nisso, a diretoria alvinegra manteve a base do elenco que terminou o Campeonato Brasileiro na sexta posição – a melhor entre clubes do norte e nordeste que disputaram a competição – e que foi bicampeã cearense em 2019. Ao todo o Vozão continuou com dezenove atletas que disputaram a temporada passada com a camisa alvinegra. As goleiras Mayara, Tati, Lorrana e Isabel, as laterais Bia, Kamila, Valeska, as zagueiras Alessandra, Patrícia , Thaiane, Mariana e Edna, as meio-campistas Jullyana Morais, Gilmara, Larisse, Rhayanna e as atacantes Maria Vitória, Gisele e Jady. Além de manter a base da temporada passada, o clube trouxe atletas com experiência no futebol feminino nacional. A meio-campista Fernanda Marques já conquistou o acesso à primeira divisão com a Portuguesa, em 2017, e é uma das armas do time de Sérgio Alves. A atacante Juliana Santos veio do Jequié/BA e na temporada passada marcou 16 gols. A zagueira Giulia, com passagens pelo Benfica/POR e São Paulo, a volante Ariane que já defendeu o Cresspom/DF e as meio-campistas Ziza e Jessica, de apenas 17 anos, completam o elenco alvinegro na temporada. O técnico Sérgio Alves já deixou claro que seu maior desejo enquanto treinador da equipe feminina do Vozão. “Eu já conquistei muita coisa pelo Ceará, fiz muitos gols e dei muitas alegrias ao torcedor alvinegro. Hoje meu maior sonho é levar o futebol feminino do Ceará para a primeira divisão do Brasileiro. Ano passado nós batemos na trave, por isso nos reforçamos bem para esta temporada, além de termos mantido nossa base. Estamos focados no acesso e iremos trabalhar para consegui-lo”, afirmou o comandante. @pedrochavesce

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Pensando no confronto com o Tiradentes no sábado (24), às 17h, no Albertão, em Teresina, Piauí, as representantes do Mais Querido treinam na Cidade Vozão desde o dia 15 de setembro. Vale ressaltar que o clube não reduziu os salários das atletas, nem deixou de honrar compromissos contratuais durante a pausa do campeonato.

Em sua estreia na temporada atual do Brasileiro A2, o Ceará goleou o Oratório pelo placar de 5 a 0 e pretende manter este ritmo ao longo da competição. O time integra o Grupo A do nacional.

Fluminense

A técnica Thaissan Passos vai para sua segunda temporada no comando do time feminino do Fluminense. Fundadora do projeto Daminhas da Bola, de Duque de Caxias, Baixada Fluminense, a comandante mira para suas jogadoras o acesso à primeira divisão do Brasileiro. No ano passado, elas se despediram da competição nas oitavas de final.

Créditos: Mailson Santana/ FFC

Para compor o elenco quase todo da temporada 2019, o Fluminense subiu algumas jogadoras da base e contratou mais quatro novas atletas, entre elas Evelyn e Isadora, que disputaram a Taça das Favelas. A zagueira Tarciane e a lateral Luany estão na lista de convocadas da Seleção Brasileira Feminina Sub-17 que se prepara para o Sul-Americano da categoria.

As Guerreiras do Fluzão se reapresentaram no dia 24 de setembro, no Centro de Treinamento Vale de Laranjeiras (CTVL), em Xerém, para realizarem testes físicos. O Fluminense, que está no Grupo F, enfrenta a Chapecoense no domingo (25), às 15h, no CT Água Amarela, em Chapecó, Santa Catarina.

Fortaleza

Único time que ainda não estreou na temporada 2020 do Campeonato Brasileiro A2, o Fortaleza conta atualmente com um elenco aproximado de 25 jogadoras, sendo metade delas que iniciaram o ano na equipe e outra metade que chegou após a pausa por conta da pandemia. Elas serão comandadas pelo técnico Igor Cearense, ex-atleta.

Foto: Rafa Reis

Visando o confronto com o São Valério na segunda-feira (19), às 15h, no Raimundão, em Caucaia, no Ceará, a equipe treina com bola em campo desde o dia 22 de setembro e tem à sua disposição três estruturas durante a semana: o Campo Paulo Leão, o CT do Tiradentes e o CT Ribamar Bezerra (Centro de Treinamento do próprio Fortaleza Esporte Clube, localizado em Maracanaú, Ceará).

A proposta de “entrar em todas as competições para disputar e ganhar”, dita no começo do ano pelo presidente do Conselho Deliberativo do clube, Demétrius Coelho, segue firme para as Leoas. Elas estão no Grupo B da competição, e uma de suas atletas, a goleira Awanny Miria, foi convocada para a Seleção Brasileira Sub-17 para a primeira e segunda fase de preparação para o Sul-Americano, que será disputado no Uruguai em novembro.

Foz Cataratas

Novo vezes Campeão Paranaense, o Foz Cataratas tinha um projeto ambicioso para este ano. Para o comando técnico, em março o clube anunciou Christiane Lessa, ex-jogadora que tem uma bagagem na modalidade praticamente toda feita nos Estados Unidos.

 

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Foz Cataratas 2020 !

Uma publicação compartilhada por Foz Cataratas Futebol Feminino (@fozcataratasfutebolfeminino) em

Porém, hoje a realidade é outra. Treinando com bola desde 28 de setembro, o Foz precisou se reestruturar para manter o objetivo de terminar a temporada firme na Série A2. Para isso, trocou quantidade por qualidade – segundo o presidente Gezi Damaceno Júnior –, reduziu o elenco (oito atletas não permaneceram) e ainda busca na cidade jogadoras que topam fazer parte do plantel.

Ainda se recuperando do golpe da pandemia, falta definir a comissão técnica. Brito Dornelles ou o próprio Gezi podem assumir este comando. Integrante do Grupo D, o Foz enfrenta o América-MG no domingo (25), às 15h, em Belo Horizonte.

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Paulista Feminino tem desafio após recordes e será transmitido no Facebook http://dibradoras.blogosfera.uol.com.br/2020/10/13/paulista-feminino-tem-desafio-apos-recordes-e-sera-transmitido-no-facebook/ http://dibradoras.blogosfera.uol.com.br/2020/10/13/paulista-feminino-tem-desafio-apos-recordes-e-sera-transmitido-no-facebook/#respond Tue, 13 Oct 2020 13:00:44 +0000 http://dibradoras.blogosfera.uol.com.br/?p=10671

Corinthians campeão paulista em 2019 (Foto: Bruno Teixeira/Ag Corinthians)

O Campeonato Paulista de 2019 terminou quebrando recordes de público e de audiência com o clássico entre Corinthians e São Paulo na final. As expectativas para 2020 eram ainda maiores, já que seria a primeira edição com premiação para os campeões. Mas sem público, o desafio cresceu ainda mais.

No próximo sábado (17) começa a 23ª edição do Paulista Feminino e a boa notícia é que a visibilidade do torneio está garantida. A Federação Paulista de Futebol (FPF) fechou uma parceria inédita com o Facebook para o futebol feminino. A plataforma adquiriu os direitos de transmissão da competição que terá 12 equipes participantes e 38 partidas exibidas no Facebook Watch – os outros 12 jogos serão transmitidos pelo Mycujoo.

As transmissões serão realizadas pela FPF TV, canal da entidade, com equipe de cobertura inteiramente composta por mulheres: narradoras, comentaristas e repórteres.

A parceria engloba também o lançamento da primeira série documental sobre o futebol feminino no Brasil. “Absolutas – O futebol feminino contra-ataca” tem direção de Lili Fialho e coordenação de João Wainer, uma produção original da FPF TV com a TX Filmes, que terá 8 episódios.

Categorias de base do Centro Olímpico (Foto: Divulgação Centro Olímpico)

A série contará o processo de desenvolvimento do futebol feminino no Brasil, desde a proibição imposta no período da ditadura, abordará temas como a maternidade das atletas, o processo de revelação de jogadoras e o papel da mídia na cobertura da modalidade. A série será exibida às sextas-feiras na página da FPF e do Paulistão Feminino no Facebook. O primeiro episódio será publicado no dia 23 de outubro.

“O futebol feminino cresce a cada ano, e podemos notar esse movimento acontecendo de forma mais acelerada em São Paulo. No ano passado, no Paulistão, tivemos enorme exposição na mídia e, na final, o maior público da história do futebol feminino no Brasil. Para 2020, teremos transmissões do Paulistão, a primeira série documental da história do futebol feminino e outros conteúdos de alta qualidade. É um grande passo que FPF e Facebook dão para alavancar ainda mais a modalidade”, afirmou o presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos.

Uma nova realidade durante a pandemia

Por conta da pandemia do Covid-19, o Paulista Feminino precisou ser adiado (de abril para outubro) e algumas equipes desistiram de participar da competição. Inicialmente, 16 equipes disputariam a competição, mas neste ano, o campeonato contará com 12 participantes: Corinthians, Ferroviária, Juventus, Nacional, Palmeiras, Realidade Jovem, Red Bull Bragantino, Santos, São José, São Paulo, Taboão da Serra e Taubaté.

Victoria, autora do primeiro gol e artilheira do Corinthians no Paulista (Foto: Bruno Teixeira)

Se em 2019 – impulsionado pelo sucesso de audiência da Copa do Mundo Feminina – o Paulista Feminino atingiu marcas históricas, entre elas, mais de 28 mil torcedores na grande final em Itaquera, a temporada atual tem cenário bem diferente, restrito apenas aos elencos dos clubes, jornalistas e organizadores.

Neste ano, a ideia de realizar um espetáculo nos moldes do ano passado não vai ser possível, mas a aquisição das transmissões por parte do Facebook – plataforma que também tem transmite a Libertadores da América e Champions League (ambos no masculino) – se torna um atrativo.

E Ana Lorena Marche, diretora de futebol feminino na FPF, entende que a transmissão dos jogos e a produção da web-série chegam para oferecer ao público um campeonato de alto nível.

“É uma expectativa da Federação primeiro, entregar um bom produto dentro da segurança exigida, fazer um campeonato nas condições que estamos vivendo, garantindo o máximo de segurança possível. Segundo, conseguir fazer uma entrega tão boa quanto a do ano passado, sem público. É fazer cada vez melhor esse produto, fazer essa entrega e valorizar esses clubes, principalmente aqueles que estão passando por esse momento de dificuldade. Então é o campeonato, é o lançamento oficial, é a websérie, valorizar a história e tudo o que o campeonato Paulista já fez”, afirmou às dibradoras.

Santos campeão paulista em 2018 (Foto: Dibradoras)

A primeira rodada tem jogos no sábado, domingo e segunda-feira com Realidade Jovem enfrentando o Taboão da Serra na abertura e Ferroviária e Palmeiras encerrando os confrontos.

Divididos em dois grupos de seis equipes que irão se enfrentar em turno único na primeira fase, os quatro melhores times de cada chave se classificam. As oito equipes serão ranqueadas conforme as campanhas para definir os confrontos das quartas de final.

(Foto: Rafael Citro/SEEL/AD/ECTaubaté)

Com a pontuação sendo somada, o mesmo critério será utilizado para definir as semifinais. O campeonato está previsto para acabar no dia 20 de dezembro com a definição da equipe campeã.

E para aqueles que ficarem pelo caminho haverá a disputa da Copa Paulista. Os quatro times que não se classificarem para as semifinais disputam o quadrangular em outro torneio organizado pela FPF.

Histórico da competição

A primeira edição do Campeonato Paulista Feminino aconteceu em 1997 e, desde então, apenas nos anos 2002 e 2003 não houve disputa. O São Paulo foi o primeiro campeão paulista, mas o time mais copeiro da competição é o Santos, com 4 títulos: 2007, 2010, 2011 e o último em 2018.

 

(Foto: Evelson de Freitas/Folhapress)

Depois do Santos, aparecem Botucatu e São José com 3 títulos cada um. Extra/Fundesport, Portuguesa, São Paulo e Rio Preto já foram bicampeões. E o Palmeiras, a Ferroviária e o Corinthians venceram a competição uma única vez.

E por falar em Corinthians, o time do Parque São Jorge é o atual campeão do torneio. A equipe alvinegra levantou a taça pela primeira vez no ano passado de um jeito pra lá de especial.

Giovanna comemora gol marcado no Morumbi (Foto: Bruno Teixeira)

Começando pela campanha impecável com 20 jogos e 20 vitórias e uma final histórica diante do São Paulo. O primeiro jogo aconteceu no Morumbi – quebrando um jejum de 20 anos sem que o estádio recebesse o futebol feminino – com vitória do Timão por 1×0.

E o jogo decisivo aconteceu em Itaquera, diante de mais de 28 mil pessoas, um feito inédito para as mulheres do futebol. O Corinthians venceu por 3×0 e festejou muito a conquista do título inédito. A torcida foi formada apenas por corinthianos e, ainda assim, o público não deixou de tietar a atacante Cristiane, que na época defendia o rival, São Paulo. A receptividade dos torcedores com a atleta eternizou uma das imagens mais marcantes daquela final.

A maior artilheira da competição é a atacante Katia Cilene, que defendeu o São Paulo no final da década de 90. A jogadora é a primeira e a segunda maior goleadora da história do Paulista, marcando 48 gols na edição de 1999 e 35 gols na edição de 1997.

Duas jogadoras aparecem empatadas na terceira colocação: Nildinha e Grazi marcaram 26 vezes no Paulista de 2008 – mesma marca que a Grazi atingiu sozinha em 2007. Na última edição, Vic Albuquerque, do Corinthians, foi a artilheira marcando 11 gols.

Nildinha defendeu o Corinthians em 2008 e 2009 (Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians)

Confira data, local e horários dos jogos da primeira rodada:

Sábado, 17 de outubro
10h – Realidade Jovem x Taboão da Serra 
11h – São Paulo x Red Bull Bragantino 
14h – Taubaté x Juventus 

Domingo, 18 de outubro
11h – Santos x Nacional
14h – São José x Corinthians 

Segunda-feira, 19 de outubro
17h – Ferroviária x Palmeiras

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Torcedoras imortalizam mulheres em bandeiras e faixas nas arquibancadas http://dibradoras.blogosfera.uol.com.br/2020/10/08/torcedoras-imortalizam-mulheres-em-bandeiras-e-faixas-nas-arquibancadas/ http://dibradoras.blogosfera.uol.com.br/2020/10/08/torcedoras-imortalizam-mulheres-em-bandeiras-e-faixas-nas-arquibancadas/#respond Thu, 08 Oct 2020 07:00:12 +0000 http://dibradoras.blogosfera.uol.com.br/?p=10654

Foto: Gustavo Marchesine

Nesta quinta-feira (08), quando o Athletico Paranaense receber o Ceará pela 14ª rodada do Brasileiro Masculino, uma torcedora ilustre estará presente simbolicamente na Arena da Baixada, em Curitiba. Graças às torcedoras atleticanas, uma faixa em homenagem à jornalista Sônia Nassar dividirá espaço com outros ídolos nas arquibancadas e ficará sempre atrás do gol. 

Sônia foi pioneira no jornalismo esportivo paranaense e era fanática pelo Furacão. Ela faleceu em 2001, aos 50 anos e eternizou uma frase que – além de ilustrar a faixa – se tornou um mantra entre os torcedores: “O Athletico é um estado de espírito”.

Segundo a fundadora do Atleticaníssimas, Milene Szaikowski, a ideia surgiu dentro do grupo de torcedoras com o objetivo de homenagear mulheres importantes na história do clube. A iniciativa também foi uma forma de contribuir para a união das mulheres que amam o time.

Para a torcedora Michele Toardik, responsável por apresentar a ideia no grupo, esse feito foi muito emblemático. “Lançamos no grupo e, na hora, todas as mulheres compraram a ideia. Foi aí que pensamos, logo em seguida, que isso não poderia ser um projeto só das Atleticaníssimas, mas de todas as mulheres atleticanas, algo muito maior que o nosso grupo”, conta.

Com um valor simbólico de contribuição, todas as mulheres que participaram da ação tiveram seus nomes gravados nas barras da faixa, que resultou no total de 216 mulheres. O valor excedente será destinado a um projeto que desempenha um trabalho para meninas que jogam futebol.

A importância de Sônia

Michele ressalta que a primeira mulher que veio em mente para homenagear mulheres importantes para o Athletico foi a Sônia. O clube já prestou uma homenagem para sua torcedora ilustre, dando seu nome para a sala de imprensa do CT do Caju.

(Foto: Acervo pessoal)

“Muita gente talvez desconheça a história da Sônia, então a faixa é um marco para que a gente faça ecoar a história dela. E que seja a primeira de muitas homenageadas que a gente ainda vai levar para o estádio”.

Justamente por Sônia ser tratada como um ícone e uma referência para tantas mulheres, que as Atleticaníssimas fizeram um episódio especial sobre ela no podcast “Quebra o Muro”. O papo conta com a presença da irmã de Sônia, a Sandra Nassar, onde elas contam muitas histórias e falam sobre a importância dela para o clube, para o jornalismo e para o futebol.

Sônia com Pelé (Foto: Acervo pessoal)

“Se hoje ainda é necessário discutir o respeito em relação à presença feminina no estádio, imagina na época da Sônia”, frisou Milene.

Sônia Nassar se formou em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) nos anos 70 e foi a primeira repórter esportiva do rádio paranaense. Pioneira na área esportiva, mesmo atleticana, é respeitada por todas as torcidas.

(Foto: Acervo pessoal)

A jornalista e torcedora chegou a costurar os uniformes do Athletico em épocas difíceis e também ajudou a criar o troféu Corujinha de Ouro, premiação feita pelo jornal O Estado do Paraná para eleger os melhores jogadores do Campeonato Paranaense.

Torcidas que homenageiam mulheres

Na última segunda-feira (05/10) a equipe feminina do Palmeiras recebeu o Internacional no Allianz Parque pelo Brasileiro Feminino. E a atacante Carla Nunes – artilheira do time e da competição – foi surpreendida com uma faixa em sua homenagem.

Neste caso, mais uma vez, a iniciativa de homenagear as mulheres com uma faixa na arquibancada também partiu de outras mulheres. Foi o Movimento VerDonnas que articulou a ação, impulsionada por um pedido feito pela narradora Natália Lara que, ao ver faixa de outros ídolos estendidas na arquibancada no Allianz durante a transmissão, jogou a ideia no ar: por que não homenagear a maior goleadora da história do clube?

Depois disso, Tainá Shimoda, administradora do VerDonnas e jornalista do Base Palestrina, contou com o apoio de Raphael Marques, dono de uma gráfica, que se dispôs a fazer a arte e confeccionar a bandeira.

“A gente nunca tinha visto uma homenagem assim no estádio (com bandeira homenageando alguma mulher). As pessoas ficaram bem impressionadas nesse sentido porque é uma coisa bastante nova. E o futebol feminino do Palmeiras foi e voltou, teve parcerias com prefeituras de cidades do interior e não era muita gente que acompanhava. Mas com esse time, eu acredito que as pessoas estão acompanhando mais”, declarou Tainá ao blog.

A escolha por fazer essa menção à Carla Nunes – a primeira mulher a marcar um gol no Allianz Parque – em uma bandeira, segundo Tainá, tem um sentido de representatividade. “Algumas pessoas até questionaram a escolha de fazer a bandeira pra Carla, mas nós fizemos isso motivadas pela importância que ela tem nessa reconstrução do futebol feminino no Palmeiras do que ter feito grande história pelo clube. Por enquanto ela representa muito bem o time feminino”, declarou.

(Foto: Crygfotos.com)

No Brasil existem outras torcidas fazem homenagens às mulheres nas arquibancadas. Como por exemplo o Vasco da Gama, com um coletivo chamado “Rosalinas”, que fez uma faixa em consagração à Dulce Rosalina, torcedora e dirigente de torcida organizada. Torcedoras do Grêmio, que formam o coletivo “Elis Vive”, também fizeram uma em homenagem à cantora Elis Regina.

Coletivo Elis Vive (Foto: Reprodução Instagram)

Fora do Brasil, temos o exemplo do Junior Barranquilla da Colômbia, que foi fundado por uma mulher e, em todos os jogos da equipe no estádio Metropolitano, é possível ver uma faixa com os dizeres: “Obrigado Micaela por este amor tão insuportável”.

O futebol sempre fez parte da vida das mulheres. Mesmo diante das imposições da sociedade e da proibição por lei – que vetou a participação feminina no esporte por quase 40 anos – elas nunca deixaram sua paixão de lado, ainda que fossem escanteadas.

Esse resgate das torcedoras com o intuito de manter viva a memória dessas mulheres é admirável. É uma forma de reafirmar que dentro de campo ou na arquibancada, elas também devem ocupar os espaços que tentaram priva-las e, de certa forma, reverenciar suas trajetórias, assim como já fazem aos ídolos imortais de cada clube.

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Por que ninguém manda árbitros lavarem roupa quando eles erram? http://dibradoras.blogosfera.uol.com.br/2020/09/24/por-que-ninguem-manda-arbitros-lavarem-roupa-quando-eles-erram/ http://dibradoras.blogosfera.uol.com.br/2020/09/24/por-que-ninguem-manda-arbitros-lavarem-roupa-quando-eles-erram/#respond Thu, 24 Sep 2020 16:12:58 +0000 http://dibradoras.blogosfera.uol.com.br/?p=10641

Jairzinho em transmissão da Botafogo TV (Foto: Reprodução/Youtube)

O “vai lavar roupa” que insistem em nos dizer no meio esportivo deu as caras, mais uma vez, na noite desta quarta-feira (23). Durante a transmissão de Vasco x Botafogo – partida válida pela Copa do Brasil – feita pela Botafogo TV no YouTube, o comentário machista foi feito por Jairzinho, ex-jogador e ídolo do clube alvinegro.

Depois de não gostar da marcação da árbitra assistente, Neuza Ines Back, Jairzinho opinou. “Está dando mesmo (dor de cabeça), está dando mesmo. Vai lavar roupa, pô. Pelo amor de Deus. Essa Federação Carioca de Futebol, pelo amor de Deus. Pô, bota para lavar roupa, pô.”

Neuza tem 36 anos e começou a atuar como árbitra assistente pela CBF em 2008. Em 2014 foi promovida ao quadro de árbitros da FIFA. Já atuou em partidas de Jogos Olímpicos e Copa do Mundo – foi escalada para a semifinal do Mundial feminino em 2019, entre EUA e Inglaterra. Em nota oficial, a FPF (Federação Paulista de Futebol) repudiou o episódio e classificou os comentários de Jairzinho como “machista e misógino”.

Não foi primeira e nem será a última vez que ouviremos – infelizmente – comentários desse tipo que nada servem para criticar o trabalho da profissional, mas sim, desqualificá-la como mulher. O “vai lavar roupa” que há anos despejam sobre as mulheres tem um único sentido: reduzir seu espaço de atuação e impor que seu lugar não é no campo de futebol, mas sim no tanque ou nos afazeres domésticos.

Claro que é importante observar que o comentário foi feito por um senhor de 75 anos que, com certeza, viveu essa época em que a presença das mulheres na sociedade se resumia a cuidar do lar, do marido e dos filhos. Obviamente que idade não exime a responsabilidade de quem agiu com machismo, mas há esse ponto a se observar.

O dever de combater o machismo, o racismo, a homofobia no dia-a-dia (inclusive no futebol) é de todos nós, sem exceção. É nosso papel não tolerar assédio na arquibancada, não compactuar com racismo na nossa torcida e na torcida do adversário, não se calar diante de contratações de atletas envolvidos em denúncias e processos criminais, não “passar pano” para ídolos que agridem mulheres e por aí vai.

Durante a transmissão da partida, Jairzinho estava ao lado de outros dois homens – bem mais jovens do que ele – e que não fizeram coro ao que o ídolo disse, mas também não o corrigiram no momento da fala. Essa intervenção é mais do que necessária para que o preconceituoso consiga refletir sobre o que disse. E também para não deixar passar incólume uma frase dessas, como se ela fosse aceitável em 2020.

O dever de combater o machismo não é só das mulheres, é de todos. É um posicionamento urgente que precisa acontecer independente de qual seja o nosso papel: cidadão comum, torcedor, amigo, parente ou jornalista.

Transmissão da Botafogo TV (Foto: Reprodução/Youtube)

O combate ao preconceito precisa estar presente nas redações, nos clubes de futebol, na arquibancada, nos bares, no ambiente de trabalho ou familiar. Precisamos ser parte dessa mudança, tomar atitudes, estarmos atentos e não tolerar mais que esse tipo de situação passe batido.

Não há mais espaço para o silêncio. Desmond Tutu, defensor dos Direitos Humanos e nome importante na luta contra o Apartheid na África do Sul, eternizou uma frase que devemos levar para a vida: “Se você fica neutro em situações de injustiça, você escolhe o lado do opressor.”

A reação dos torcedores e não-torcedores do Botafogo foi imediata nas redes sociais. Homens e mulheres repudiando a fala de Jairzinho demonstram que opiniões como a que foi dita na transmissão não esperam o dia seguinte chegar para que o erro seja reconhecido.

O clube deve se pronunciar em torno do assunto ainda nesta quinta-feira (e pelas redes sociais, o ex-jogador pediu desculpas à arbitra), mas a maior lição que fica é de que nós não podemos mais ser coniventes. O silêncio também é uma forma de se posicionar e, quem estava assistindo ao jogo naquele momento, percebeu que tudo seguiu na normalidade.

Não é mais normal, não é mais aceitável. Não basta apenas lutarmos contra o preconceito e injustiças se, quando ela acontece ao nosso lado, nós nos calamos. Não se trata de culpar a falta de posicionamento de quem estava na transmissão, mas vale ressaltar que nosso papel como cidadãos e comunicadores é de tomar partido, sim!

Eu, como mulher, torcedora de arquibancada, assumo esse papel dentro do estádio. Incomoda ver torcedores e até mesmo amigos usando termos machistas para nos ofender. Criticar o erro de um árbitro ou árbitra dentro de campo é totalmente aceitável e faz parte do futebol. O que não dá pra tolerar são insultos machistas e xingamentos desrespeitosos – muitas vezes obscenos – para desqualificar o trabalho de quem está no campo.

Goleiros e zagueiros falham, atacantes perdem gols, treinadores erram ao escalar um time e, vejam só, árbitros também erram. A diferença é que ninguém diz para esses homens que aquele lugar não pertence à eles ou que eles não nasceram para trabalhar com futebol.

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CBF cria cota feminina e dá bolsa para cursos ‘inacessíveis’ para mulheres http://dibradoras.blogosfera.uol.com.br/2020/09/15/cbf-cria-cota-feminina-e-da-bolsa-para-cursos-inacessiveis-para-mulheres/ http://dibradoras.blogosfera.uol.com.br/2020/09/15/cbf-cria-cota-feminina-e-da-bolsa-para-cursos-inacessiveis-para-mulheres/#respond Tue, 15 Sep 2020 07:00:57 +0000 http://dibradoras.blogosfera.uol.com.br/?p=10626

Mulheres são minoria nos cursos de treinadores da CBF Academy (Foto: Thaís Magalhães/CBF)

Ver mulheres atuando no futebol fora dos gramados ainda é uma raridade no mundo todo. No Brasil, é difícil encontrá-las até mesmo no futebol feminino – entre os 16 times da Série A1 do Brasileiro feminino, só há duas treinadoras e elas também não são maioria na gestão das equipes. E pelo que se via na “CBF Academy”, a escola de capacitação para o futebol criada pela entidade, não havia qualquer perspectivas de mudanças para esse cenário tão cedo.

Dos 8.327 alunos dos cursos de treinador, analista de desempenho, gestor e tantos outros oferecidos lá, somente 309 eram mulheres – isso representa cerca de 3%. Na tentativa de mudar essa realidade, a CBF decidiu criar uma cota feminina para cada um dos programas da Academy e direcionar bolsas com até 50% de desconto para incentivar principalmente ex-jogadoras e outras mulheres que já atuam na área do esporte ou do futebol a participarem dos cursos.

Pia e sua assistente sueca, Lillie Person – esta é a segunda vez que a seleção feminina tem uma mulher como técnica

Em um mercado tão masculino e machista, as mulheres sempre encontraram muitas portas fechadas – inclusive na própria CBF, que tem apenas homens em todos os seus cargos diretivos. Na seleção feminina de futebol, só em 2016 uma treinadora teve a chance de assumir o comando técnico – desde então, foram duas, Emily Lima em 2016 e Pia Sundhage desde 2019. E os cargos relacionados ao futebol feminino também sempre foram preenchidos por homens – só agora haverá uma mulher como coordenadora de seleções femininas (Duda Luizelli) e outra como coordenadora de competições femininas (Aline Pellegrino)

Essa ausência de mulheres sempre gerou um questionamento: faltavam mulheres interessadas em trabalhar com o futebol ou oportunidades para que elas o fizessem? Na CBF, em outros anos, quando questionamos sobre o fato de não haver mulheres nem mesmo nos cargos referentes ao futebol feminino, a resposta era sempre a de que “elas precisavam se preparar”. O que é uma exigência natural – e deveria ser, para homens e mulheres. A diferença, nesse caso, era que o preço dos cursos oferecidos na Academy era bastante fora da realidade do futebol feminino.

A CBF finalmente ouviu e identificou esses problemas e criou alternativas para resolvê-los. O lançamento do programa “Mulheres No Jogo” vem para tornar palpável o que era inacessível e suprir uma necessidade antiga: a de abrir as portas da chamada “Casa do Futebol Brasileiro” para as mulheres – especialmente aquelas que contribuíram tanto com o futebol feminino no Brasil e tiveram muito pouco em troca.

Cursos da CBF ainda são dominados por homens, mas a presença de mulheres começa a ser cada vez mais frequente (Foto: CBF)

“Esse cenário está mudando ao longo dos anos, temos mais mulheres se capacitando, tanto na gestão como na área técnica, e não somente como treinadoras, mas também como preparadoras físicas, analistas, treinadoras de goleiros/goleiras.  Temos atletas ainda em atividade buscando cursos para iniciar um planejamento de transição”, afirmou Valesca Araujo, Gerente de Projetos da CBF Academy.

“Se anos atrás havia dúvida quanto as oportunidades, hoje vemos uma busca pela formação e preparação para que as oportunidades que surjam sejam aproveitadas. A CBF quer ajudar nesse processo com os sistema de bolsas, dando oportunidades para que mais mulheres ocupem espaços no futebol.”

Incentivo

Segundo a iniciativa, 20% das vagas de todos os cursos da CBF Academy serão reservadas para mulheres (cis e trans). Essas vagas terão bolsas de 20 a 50% de desconto a serem distribuídas pela CBF de acordo com os critérios pré-definidos – professora da rede pública de ensino, universitárias, ex-jogadoras de clubes vinculados à CBF ou à CBFs (Confederação Brasileira de Futsal), ex-jogadoras da seleção brasileira de futebol ou de futsal e integrantes dessas seleções atualmente poderão ter acesso aos descontos oferecidos.

S[o agora a CBF terá mulheres em cargos de comando do futebol feminino (Foto: Reprodução / CBF TV)

Quanto mais mulheres tiverem acesso a uma formação específica no futebol, maior será a presença delas no mercado. Hoje, sempre que aparece uma representante feminina em algum cargo de destaque no futebol, isso vira notícia mundial – como aconteceu com Kathleen Krüger, “team manager” do Bayern de Munique ou Marina Granovskaia, diretora executiva do Chelsea. Lá fora, elas também são exceção, mas quando olhamos para os números, por exemplo, de treinadoras licenciadas, vemos que a realidade de países como a Alemanha já é diferente (e mais avançada) da que encontramos aqui no Brasil.

Lá, segundo os dados divulgados por um estudo da Fifa em 2019, dos 63.868 treinadores licenciados, há 3.406 mulheres – o que representa 5%. Aqui, dos 1.368 técnicos com licença, só 15 são mulheres – ou seja, 1%. Na Licença Pro (a mais alta da CBF), há só duas mulheres.

Iniciativas como essa da CBF Academy podem ajudar a diminuir essa diferença.

 

 

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Maior artilheira da história do Santos, Ketlen será 1ª a chegar a 100 gols http://dibradoras.blogosfera.uol.com.br/2020/09/11/maior-artilheira-da-historia-do-santos-ketlen-sera-1a-a-chegar-a-100-gols/ http://dibradoras.blogosfera.uol.com.br/2020/09/11/maior-artilheira-da-historia-do-santos-ketlen-sera-1a-a-chegar-a-100-gols/#respond Fri, 11 Sep 2020 07:00:34 +0000 http://dibradoras.blogosfera.uol.com.br/?p=10613

Ketlen comemora seu 99º gol marcado (Foto: Pedro Ernesto Guerra)

*Por Anita Efraim

Ketlen Wiggers. Esse é o nome da maior artilheira da história das Sereias da Vila. Aos 28 anos, a jogadora está prestes a marcar o 100º gol com a camisa do Santos Futebol Clube. Antes da parada do futebol, devido ao coronavírus, a atacante tinha 97 gols. Os gols que entram na soma são os marcados nos campeonatos Paulista, Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores.

No duelo contra o São José, na última quarta-feira, 9, deixou mais dois. Falta um só para marcar seu nome na história do Santos – mais uma vez.

O início da artilheira

Aos 15 anos, Ketlen saiu de Rio Fortuna, no interior de Santa Catarina, para fazer uma peneira no Santos. Soube da seleção porque a mãe viu em uma revista e saiu de casa confiante de que não voltaria.

A peneira tinha 800 meninas e apenas duas passaram, uma delas era Ketlen. Em 2020, já é difícil falar em categorias de base no futebol feminino – imaginem em 2007. Assim, a menina começou no profissional aos 15 anos. É a segunda jogadora mais nova a estrear pelo Peixe, atrás apenas de Coutinho. O primeiro gol veio ainda naquele ano.

A família da jogadora apoiou que ela seguisse o sonho de ser profissional. Sempre jogou com os irmãos e com a mãe e aos 8 anos entrou na escolinha. Na pequena cidade de Rio Fortuna, com 4 mil habitantes, falava-se mais em futebol feminino do que masculino. “Nunca tive nenhum tipo de preconceito, minha família sempre me apoiou, assim como meus amigos”, lembra.

Ketlen em todos os anos que jogou pelo Santos (Foto: Reprodução)

Mas quem a emociona mesmo é a avó, que nunca chegou a conhecer. “Penso muito na minha avó, não a conheci, mas minha mãe sempre me contou que ela era santista, que ela sempre escutava todos esses jogadores pelo rádio. Eu cresci sabendo dessa história toda. Quando eu cheguei no Santos, eu não imaginei poder fazer essa história toda nesse clube. Tudo que eu estou fazendo aqui, é pensando na minha vó. Ela não pôde me ver jogar, mas eu sempre vou dedicar isso a ela”, conta.

Quando chegou a Santos, Ketlen foi morar com o treinador e a família dele, o que facilitou a adaptação. E foi na casa do treinador que a atacante se aproximou da religião. Evangélica, a jogadora se considera uma pessoa de fé e abençoada. “Acabei me apaixonando por isso. Sempre tive que Deus era o centro da minha vida e eu não precisava me preocupar com nada mais.”

Ketlen campeã da Libertadores Feminina com o Santos (Foto: Reprodução Twitter / Santos FC)

Ketlen ficou no Santos até 2011, quando foi para o Bangu do Rio de Janeiro. Teve também passagens pelo Vitória de Santo Antão, Vithu, da Suécia, Centro Olímpico e, depois, foi jogar em Boston, nos Estados Unidos. O ano era 2015 e o Santos a convidou para voltar. “Aí o coração falou mais alto. Eu quis voltar para o Santos, era meu sonho e eu retornei em abril de 2015”, relembra.

Com as Sereias da Vila, a camisa 17 já foi bicampeã paulista (2007 e 2018); campeã da Copa do Brasil (2008); campeã da Libertadores da América (2009) e campeã brasileira (2017).

Ketlen foi a autora do gol do título paulista pelo Santos, em cima do Corinthians, em 2018  (Foto: dibradoras)

Foi no futebol que Ketlen conheceu o marido, que trabalha com esporte. Ele é médico e, quando ela precisou passar por uma cirurgia, os dois se apaixonaram. O sogro é santista e presidente do fã-clube da atacante, segundo ela mesma conta. A cada jogo, ele faz um relatório sobre o desempenho dela e ajuda a melhorar.

Ketlen pensa muito no 100º gol, em como vai comemorar a marca, mas também em parar de jogar. O sonho da jogadora é ser mãe. “Não posso dizer uma data ainda, mas eu tenho o objetivo de alcançar o 100º gol, conquistar títulos pelo Santos para retomar o lugar do clube, no topo. Mas ano que vem é outra conversa”, diz. “No momento exato (de parar), eu com certeza vou sentir.”

No último jogo do Santos antes da pausa por causa da pandemia, as Sereias da Vila enfrentaram o Grêmio no Rio Grande do Sul. A melhor amiga de Ketlen esteve no jogo e levou o filho, que tinha apenas 5 meses na ocasião, para que a atacante entrasse com ele em campo. “Foi uma alegria muito grande. Na hora, o útero chegou a coçar”, brinca.

 

Graças a uma bolsa dada pelo Santos, além de atacante, Ketlen é formada em Educação Física desde 2018. Quando voltou ao Brasil, um dos objetivos era fazer faculdade. Se o futuro será com o futebol, Ketlen ainda não sabe. O que ela mais gosta é poder trabalhar com crianças.

Na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, as Sereias enfrentam o Minas Brasília. Dia 13 de setembro, às 15h, Ketlen pode marcar o 100º gol pelo Santos.

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Corinthians goleia; Santos mantém liderança após virada em clássico http://dibradoras.blogosfera.uol.com.br/2020/09/07/corinthians-goleia-santos-mantem-lideranca-apos-virada-em-classico/ http://dibradoras.blogosfera.uol.com.br/2020/09/07/corinthians-goleia-santos-mantem-lideranca-apos-virada-em-classico/#respond Tue, 08 Sep 2020 00:08:59 +0000 http://dibradoras.blogosfera.uol.com.br/?p=10591

Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Nesta segunda-feira (07/09), o Corinthians recebeu o Cruzeiro no Parque São Jorge e venceu a partida por 4×1. Os gols foram marcados por Gabi Zanotti, Cacau, Gabi Portilho e Pamela pelo Corinthians. Micaelly fez o gol cruzeirense na partida.

Com essa vitória, a equipe alvinegra segue na cola do líder Santos, que derrotou o São Paulo de virada, no domingo (detalhes abaixo). Os dois times tem a mesma pontuação (18 pontos), mas as Sereias da Vila estão em vantagem pelo saldo de gols. Com a derrota, o Cruzeiro segue com 9 pontos.

Destaque para a presença de Aline Pellegrino, Coordenadora de Competições Femininas na CBF, ao lado de outras duas mulheres que gerem a modalidade nos clubes que entraram em campo nesta segunda: Cris Gambaré, diretora de futebol feminino do Corinthians e Bárbara Fonseca, coordenadora da equipe cruzeirense.

A treinadora da seleção feminina, Pia Sundhage e sua auxiliar, Bia Vaz, também estavam assistindo ao jogo na Fazendinha.

O Corinthians foi a campo com dois desfalques: Victoria Albuquerque lesionou o ombro esquerdo na partida diante do Flamengo/Marinha e não foi relacionada. A goleira Tayná também ficou de fora, caiu em cima do braço durante treinamento.

O jogo

No primeiro tempo, a equipe de Minas Gerais deu mais trabalho para a equipe paulista. Pressionando o meio de campo e recuperando rapidamente a bola na defesa, as cruzeirenses acionavam o ataque e criaram boas chances. A primeira delas veio aos 10 minutos, quando Mariana avançou com perigo pela direita, chutou cruzado na área, mas não apareceu ninguém para finalizar pro gol.

Aos 17 minutos, Duda – a camisa 10 do Cruzeiro – recebeu a bola, dominou e tentou um chute de fora da área, mas a bola passou por cima do gol de Lelê.

Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Pelo lado corinthiano, o primeiro avanço com finalização aconteceu aos 25 minutos iniciais com Andressinha, que recebeu na entrada da área, bateu de longe e levou perigo para a goleira Mary Camilo.

Aos 30 minutos, o Corinthians abriu o placar. Após cruzamento para área, a zaga cruzeirense afastou mal e Gabi Zanotti acertou um belo chute de pé esquerdo, na entrada da área e sem chance de defesa para a goleira mineira.

Mesmo atrás no placar, o Cruzeiro não parou de buscar o gol. Aos 35 minutos, Mariana recebeu a bola na grande área, dominou, ajeitou o corpo, chutou com força, mas Lelê defendeu.

Mas o gol cruzeirense veio aos 46 da etapa inicial. Giovanna Campiolo errou na saída da zaga e Micaelly roubou a bola, avançou na área e finalizou para o gol, deixando o placar igual.

No segundo tempo, o Corinthians voltou ligado e saiu na frente, novamente, aos 3 minutos. Após roubada de bola no meio-campo, Gabi Zanotti acionou Cacau, na medida, pelo lado esquerdo. A camisa 13 deixou a bola quicar e emendou, de pé esquerdo, pro fundo do gol cruzeirense: 2×1 pro Timão

Aos 14 minutos, o Corinthians chegou mais uma vez. Após confusão na área, a bola sobrou na Cacau, que tocou para a Adriana. Ela não conseguiu bater, sobrou na Maiara, que bateu pra fora.

Com vantagem no placar, o Corinthians controlou a partida. Aos 19 minutos, o treinador Arthur Elias fez algumas mudanças na equipe: saíram Maiara, Cacau, Paulinha e Zanotti para as entradas de Gabi Nunes, Gabi Portilho, Katiuscia e Tamires.

O time do Cruzeiro sentiu o gol logo no inicio e não conseguiu criar boas chances. E aos 29 minutos, o Timão fez o terceiro. Tamires cruzou na medida e Gabi Portilho estava sozinha na área para finalizar com um um chute de primeira.

O Corinthians continuou trocando passes e buscando o gol durante todo o jogo. A grande chance do Cruzeiro no segundo tempo veio aos 40 minutos, quando Micaelly saiu na cara do gol e, na hora de finalizar, deslocou a goleira Lelê, mas chutou pra fora, bem perto da trave.

Aos 46 minutos, Pamela fechou a goleada corinthiana após cobrança de escanteio: 4×1. Mesmo com um 1º tempo abaixo do esperado coletivamente, a equipe alvinegra conseguiu sair com a vitória no talento individual de suas atletas. Três pontos importantes para o Corinthians, em casa, que segue na briga pela liderança.

Outros resultados da 7ª rodada

Audax 0x0 Minas Brasília

Esse foi o único jogo sem gols na rodada. O Minas Brasília teve algumas boas chances de sair na frente, mas não conseguiu finalizar com precisão. Com esse resultado, o Audax conquista seu primeiro ponto no campeonato e a equipe de Brasília chega a 7 pontos.

Ferroviária 0x1 Grêmio

Mais uma derrota para a equipe de Araraquara, essa foi a terceira seguida após o retorno do futebol. Jogando em casa, a Ferroviária não foi bem e ficou refém da boa marcação do sistema defensivo gremista.

O gol da equipe do Sul foi marcado aos 44 minutos do primeiro tempo por Gissely Mariano, jogadora de 19 anos e uma das convocadas por Jonas Urias para integrar a seleção sub-20 brasileira. No contra-ataque, Gissely saiu cara a cara com Luciana e teve a calma de fintar a experiente goleira antes de mandar para as redes.

No segundo tempo, a Ferroviária seguiu errando muitos passes e concluindo mal as poucas chances que criou. Com isso, a atual campeã cai muito na tabela e estaciona nos 12 pontos.

Se de um lado a equipe do interior paulista não se encontrou no campeonato, do lado do Grêmio o cenário é outro. Essa foi a 3ª vitória seguida do time de Patrícia Gusmão, chegando aos 15 pontos.

Vitória 0x3 Internacional

As gurias coloradas foram até Salvador e venceram o Vitória com gols marcados por Ari, Jheniffer e Bruninha. O Inter não sabe o que é perder na competição. Sob o comando de Maurício Salgado, em 7 jogos, a equipe venceu 4 e empatou 3.

Já a equipe baiana não sabe o que é vencer. São 7 jogos perdidos, nenhum gol marcado e 26 sofridos.

Santos 2×1 São Paulo

O clássico San-São aconteceu em Barueri, na tarde de domingo, com a presença da comissão técnica da seleção brasileira acompanhando o confronto: Jonas Urias (treinador da sub-20), Aline Pellegrino (coordenadora de competições), Bia Vaz (auxiliar técnica da seleção principal) e Pia Sundhage (treinadora da seleção brasileira).

Debaixo de um sol forte, as Sereias da Vila entraram em campo para defender a liderança e o São Paulo para engatar mais uma vitória e se aproximar do G4.

O jogo era muito aguardado pelos torcedores porque marcava o primeiro encontro de duas atacantes com seus exs-clubes: Cristiane reencontrando o São Paulo e Glaucia, o Santos. Muito se falou em “lei da ex”, esperando que uma das duas pudessem fazer gols na partida, mas a responsável pelo feito foi Natane, que abriu o placar aos 10 minutos do 2º tempo em uma bela cobrança de falta. A jogadora também já atuou pelo Santos e, desde o ano passado, defende a equipe tricolor.

Com vantagem no placar, o São Paulo teve a chance de ampliar. Aos 19, a santista Daiana colocou a mão na bola dentro da área e a árbitra marcou pênalti. Glaucia foi para a cobrança, mas chutou pra fora na tentativa de tirar a goleira Michelle do lance.

Depois disso, o Santos gostou do jogo e com as mudanças feitas pelo técnico Guilherme Giudice, a virada veio. Aos 36 minutos, Amanda Gutierrez chegou sozinha na área e completou de cabeça para o gol. E no final da segunda etapa, aos 45, a zaga são-paulina se atrapalhou e em uma cobrança de escanteio rasteira no primeiro pau, Larissa deixou o Santos na frente do placar.

Com essa vitória, o Santos chega aos 18 pontos e 16 gols de saldo. Já o São Paulo amarga sua terceira vitória na competição e fica com 10 pontos.

Ponte Preta 0x1 São José

Em Campinas, as Meninas da Águia engataram a segunda vitória seguida. O gol joseense saiu após a parada técnica do 2º tempo. Mari Machado achou Mylena Carioca, que só teve o trabalho de empurrar a bola para as redes. Este foi o sétimo gol marcado pela atacante no Brasileiro Feminino.

Foto: Gabriel Dantas / São José Futebol Feminino

Com o resultado, o São José avança com 12 pontos e a Ponte Preta segue na lanterna da competição, sem nenhuma vitória.

Palmeiras 2×1 Avaí/Kindermann

Em Vinhedo, a equipe palmeirense recebeu o time de Caçador (SC) e saiu atrás no placar. Aos 9 do primeiro tempo, Catyellen abriu o placar para o Avaí/Kindermann. O Palmeiras só conseguiu empatar no final da primeira etapa, após cruzamento na medida de Ary Borges para Carla Nunes completar para o gol. A atacante subiu no alambrado para comemorar com as companheiras e acabou levando um cartão amarelo.

(Foto: Rebeca Reis)

No segundo tempo, aos 15 minutos, Rosana ganhou disputa no ar e a bola parou nos pés de Carla Nunes, que não perdoou mais uma vez e bateu forte para o gol, sem chance de defesa para a goleira Bárbara do Avaí.

Com esse resultado, o time alviverde chega aos 15 pontos em sete partidas. As Palestrinas contam com cinco vitórias, duas derrotas, 19 gols marcados e 10 gols sofridos.

Já o Avaí/Kindermann segue com 13 pontos.

Iranduba 1×3 Flamengo/Marinha

Na Arena da Amazônia, o confronto entre a equipe de Manaus e do Rio de Janeiro fecharam a rodada de domingo. O Flamengo/Marinha – que vinha de uma derrota para o Corinthians – reencontrou a vitória marcando dois gols no início do primeiro tempo – com Rafaela aos 10 e Flavia aos 14 minutos.

No segundo tempo, Cida ampliou a vantagem carioca aos 12 e Paula, aos 15 minutos, descontou para o Iranduba marcando um gol de bicicleta.

Flamengo chega a 10 pontos com 3 vitórias, 3 empates e uma derrota no Brasileiro. O Iranduba segue com 9 pontos em 3 vitórias e 4 derrotas.

Próximos confrontos

A 8ª rodada começa já nesta quarta-feira (09/09) com cinco jogos: Flamengo/Marinha x Ferroviária, Minas Brasília x Palmeiras, São José x Santos e Grêmio x Iranduba, todos às 15h. O São Paulo recebe a Ponte Preta em Cotia às 19h.

Na quinta-feira (10/09), o Avaí/Kindermann enfrenta o Audax às 15h, o Cruzeiro recebe o Vitória às 17h e  Internacional x Corinthians fecham a rodada, às 19h30.

Jogadoras que atuam no Brasil treinam pela Seleção Brasileira

Vale lembrar que a treinadora Pia Sundhage convocou 24 atletas para um período de preparação na Granja Comary, em Teresópolis. O grupo chamado por Pia é feito apenas de atletas que atuam no Brasil, devido às restrições de viagem por conta da pandemia de Covid-19.

Das 24 convocadas, só 4 não jogam em times paulistas. As escolhidas pela treinadora Pia são dos seguintes clubes: 7 jogadoras do Corinthians, 4 Santos, 3 da Ferroviária, Palmeiras e São Paulo, 2 do Avaí/Kindermann e 1 do Internacional e do Cruzeiro.

As jogadoras estarão à disposição da Seleção entre os dias 14 e 22 de setembro e, por isso, o Campeonato Brasileiro será paralisado. A liberação desta data para os treinamentos foi definida pela CBF em concordância com os clubes.

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Aline Pellegrino e Duda Luizelli coordenarão futebol feminino na CBF http://dibradoras.blogosfera.uol.com.br/2020/09/02/aline-pellegrino-aceita-convite-para-assumir-futebol-feminino-na-cbf/ http://dibradoras.blogosfera.uol.com.br/2020/09/02/aline-pellegrino-aceita-convite-para-assumir-futebol-feminino-na-cbf/#respond Wed, 02 Sep 2020 17:40:04 +0000 http://dibradoras.blogosfera.uol.com.br/?p=10572

(Foto: Reprodução / CBF TV)

Ex-capitã da seleção brasileira e até então diretora de futebol feminino da Federação Paulista de Futebol, Aline Pellegrino aceitou o convite da CBF para ocupar o cargo de Coordenadora de Competições femininas na confederação. Desde a saída de Marco Aurélio Cunha em junho, a entidade não tinha ninguém para ocupar o posto de coordenador de seleções femininas. Na semana passada, a CBF fez o convite para Pellegrino, que aceitou nesta quarta-feira com uma função um pouco mais completa: a de ajudar a desenvolver a modalidade em nível nacional.

O anúncio foi feito pelo presidente da entidade, Rogério Caboclo, durante a coletiva de imprensa da técnica Pia Sundhage, que convocou a seleção brasileira para uma série de treinos em setembro na Granja Comary.

Além da contratação de Aline, a ex-jogadora e até então coordenadora de futebol feminino no Internacional, Duda Luizelli também compõe esse departamento voltado ao futebol feminino assumindo o cargo de Coordenadora de Seleções Femininas.

Durante a apresentação das duas novas dirigentes, Caboclo classificou esse momento como memorável e afirmou que o pagamento de diárias às atletas durante as convocações passam a ter o mesmo valor para as equipes masculinas e femininas. Isso se aplica também às premiações em grandes eventos como os Jogos Olímpicos – na Copa, Caboclo explicou que as mulheres receberão a mesma premiação dos homens no proporcional ao repasse da Fifa para a entidade.

Por que a CBF acerta com Aline Pellegrino? 

Trabalhando na FPF desde 2016, Pellegrino reúne a experiência como ex-jogadora de futebol (foi capitã da seleção brasileira na campanha do vice-campeonato Mundial em 2007) com uma bagagem de quatro anos atuando como dirigente. Além disso, ela é Consultora do Departamento de Desenvolvimento de futebol feminino da Conmebol, representante do Fifa Legends, e foi a representante sul-americana do Women in Football Leadership Program, da FIFA, UEFA e IMD Business School.

Se o discurso da CBF, muitas vezes repetido por Marco Aurélio Cunha, sempre foi o de que “era preciso ter mulheres capacitadas” para ocuparem algum cargo na entidade, Aline Pellegrino tem um currículo melhor do que muitos homens que têm postos de comando por lá – inclusive do que todos os que já passaram pela função de “coordenador de seleções”. Experiência no campo e fora dele, cursos de gestão (inclusive o da própria CBF), pós-graduação em Gestão do Esporte, trabalhos na Fifa e na Conmebol (sempre relacionados ao futebol feminino), além do amadurecimento lidando com a “política” esportiva dentro da federação.

Aline Pellegrino foi coordenadora do Corinthians-Audax antes de assumir o cargo na FPF em 2016 (Foto: FPF)

Mas para conseguir trazer a Pelle, como é conhecida, o convite feito a ela precisou ir além do que apenas coordenar as seleções femininas. Até para acertar uma dívida dos anos de atraso e de oportunidades perdidas da CBF com a modalidade, seria preciso que a CBF aproveitasse o momento para ter uma estrutura mais sólida para desenvolvimento do futebol feminino na entidade – e isso incluiria a criação de um departamento exclusivo para ele. E para chefiá-lo, não existe ninguém mais capacitado do que Aline Pellegrino.

Aline Pellegrino faz parte do time de Fifa Legends no futebol (Foto: Reprodução / Facebook)

Avanços

Em quatro anos na FPF, Pelle conseguiu um salto impressionante no desenvolvimento do futebol feminino em São Paulo. O Campeonato Paulista ganhou transmissões de jogos pela internet (e das fases finais pela TV), bateu recorde de audiência (em 2019, as finais superaram até audiência de jogos da Premier League e Bundesliga) e também recorde de público. Em uma iniciativa inédita comandada pela diretora da federação, Corinthians e São Paulo levaram as finais femininas para seus estádios principais (Morumbi e Arena Corinthians) e, em Itaquera, foi registrado o maior público de uma partida de clubes femininos (quase 29 mil pessoas).

A ex-atleta também teve uma iniciativa interessante na criação do prêmio das melhores jogadoras do Campeonato Paulista. Antes, somente os homens tinham eleição de melhores para cada posição e seleção do campeonato e recebiam os troféus por isso. Desde 2017, porém, isso acontece também com as jogadoras – a festa costuma acontecer no Museu do Futebol. Uma valorização que a modalidade precisava há tempos.

Na base, Pellegrino criou a primeira competição estadual sub-17 há três anos, também organizou os festivais sub-14 e, em 2019, fez sair do papel uma ideia “revolucionária” de uma peneira de jogadoras sub-17 reunindo 336 atletas de todos os lugares do país para serem selecionadas pelos 20 clubes paulistas. Tudo isso fazia parte dos planos dela quando assumiu o cargo ainda em 2016. Seu objetivo principal era fazer com que o futebol se tornasse um sonho possível também para meninas – hoje, após os avanços que conseguiu tanto nas categorias de base como na principal, Pelle já pode dizer que tem parte do dever cumprido (ao menos no estado de São Paulo).

Aline Pellegrino participou do programa de lideranças femininas no futebol da Fifa e Uefa e trouxe um modelo semelhante aplicado na FPF neste ano (Foto: Divulgação)

A evolução também se deu pelo “produto principal” entregue pela FPF no futebol feminino. O Campeonato Paulista agora tem a participação dos quatro clubes de camisa do estado, tem jogos de alto nível e algumas das principais jogadoras do Brasil – a maior artilheira dos Jogos Olímpicos, Cristiane, joga no Santos; a meio-campista da seleção, Andressinha, joga no Corinthians; a medalhista olímpica em 2004 e 2008, Rosana, joga no Palmeiras; tudo isso contribui para engrandecer o “produto” do futebol feminino paulista, e Pellegrino tem tido boas estratégias para vendê-lo no mercado – tanto conseguindo mais patrocínio, quanto atraindo mais visibilidade da mídia.

“Às vezes, quando a gente vai para o mercado, a gente vai tentar vender o modelo de negócio do masculino. A gente precisa entender esse modelo de negócio próprio do feminino pra poder levar pras marcas a nossa verdade. Não é pra vender a mesma coisa que o masculino vende. A gente se acostumou com o modelo do futebol masculino e parece que é só isso que vale”, pontuou Pellegrino em entrevista ao podcast Passion Cast.

Foto: Dibradoras

“O que a gente tem de melhor? Por exemplo, a nossa verdade é ter a Cristiane, jogadora reconhecida no mundo inteiro, vestindo a camisa do São Paulo, jogando a final contra o maior rival, e sendo abraçada pela torcida corintiana, sendo idolatrada por crianças que torcem para o time rival. Isso é uma verdade que o futebol feminino tem, e o masculino não tem. Uma final na Arena Corinthians que tinham torcedores de outros times, não só do Corinthians. O São Paulo subindo pra receber a medalha de vice sendo aplaudido pela torcida adversária. Isso não tem no masculino. Que marca pode se interessar por isso?”

Por essa visão e pela vontade de fazer acontecer (além, é claro, da capacitação que já mencionamos aqui), não há pessoa mais adequada para comandar o futebol feminino na CBF do que Aline Pellegrino. Com ela assumindo um papel de protagonista no desenvolvimento da modalidade, é possível sonhar com uma evolução muito maior nos próximos anos.

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Corinthians vence Fla com gol mais rápido do Brasileirão e cola no líder http://dibradoras.blogosfera.uol.com.br/2020/08/31/corinthians-vence-fla-com-gol-mais-rapido-do-brasileirao-e-cola-no-lider/ http://dibradoras.blogosfera.uol.com.br/2020/08/31/corinthians-vence-fla-com-gol-mais-rapido-do-brasileirao-e-cola-no-lider/#respond Tue, 01 Sep 2020 00:00:11 +0000 http://dibradoras.blogosfera.uol.com.br/?p=10546

(Foto: Marcelo Cortes/CRF)

A partida entre Flamengo/Marinha e Corinthians que aconteceu nesta segunda-feira no estádio Giulite Coutinho, em Mesquita, no Rio de Janeiro fechou a 6ª rodada do Campeonato Brasileiro feminino. 

O Corinthians venceu o Flamengo/Marinha por 3×1 e o resultado foi muito importante para a equipe comandada por Arthur Elias, que se igualou ao Santos no número de pontos conquistados. A liderança ainda é do time da Vila Belmiro por saldo de gols. O Corinthians assume, então, o segundo lugar da tabela.

Jogo intenso

A partida começou a todo vapor e Vic Albuquerque foi com tudo para roubar uma bola rifada perto da área e fazer o gol mais rápido do Brasileirão feminino, conforme checagem do Planeta Futebol Feminino, com 14 segundos de jogo.

Antes de marcar o segundo gol, o Corinthians levou perigo para a goleira Kaká com Crivelari e Adriana perdendo boas chances. Mas, aos 11 minutos, Adriana foi acionada pelo meio e mandou para as redes, ampliando a vantagem da equipe paulista para 2×0.

Um minuto depois, a zagueira Pardal se atrapalhou na saída de bola e a meia Jayanne aproveitou a falha para diminuir para o Flamengo, 2×1.

O Corinthians seguiu pressionando o Flamengo/Marinha e, depois de algumas chances desperdiçadas, Andressinha fez o terceiro gol do Corinthians. A camisa 20 recebeu a bola da lateral Juliete pela esquerda e chutou colocado para o gol flamenguista. Esse foi o 1º gol da meio-campista com a camisa do Corinthians.

No segundo tempo, o Flamengo/Marinha melhorou sua marcação e criou duas boas oportunidades no início da etapa final. Carla acertou o travessão e Jayanne obrigou a goleira Lelê a fazer uma ótima defesa após cabeceio no alto do gol.

A chance mais clara de gol do Corinthians foi aos 26 minutos, quando Erika aproveitou a sobra de bola dentro da área, finalizou no canto da goleira flamenguista, mas Raquel evitou o gol em cima da linha.

Depois da pressão inicial do Flamengo/Marinha, o Corinthians não sofreu para vencer a equipe carioca por 3×1 e assumir a vice-liderança do Brasileiro Feminino.

Outros resultados da 6ª rodada

Cruzeiro 1X2 Gremio

Jogando pela 1ª vez no Mineirão, as Cabulosas perderam de virada para o Grêmio no finalzinho do segundo tempo. Os gols do Grêmio foram marcados por Karina e Mariza. O único gol cruzeirense foi marcado por Jaini.

Ponte Preta 1X4 Palmeiras

Em Campinas, o Palmeiras goleou a Ponte Preta (última colocada da tabela) por 4×1. Foram 2 gols marcados por Carla Nunes e outros 2 marcados por Ary Borges e Ottilia, que desencantaram pelo Verdão, marcando seus primeiros gols no Brasileiro.

A Macaca chegou a empatar com o Palmeiras no fim do 1º tempo jogando com uma a menos. A Naiane fez um golaço, quando roubou a bola no campo de defesa, arrancou em velocidade pro ataque e, na frente da goleira palmeirense, deu um toquinho por cima. Mas não foi o bastante para vencer.

Carla Nunes é a artilheira da competição com 7 gols marcados e, neste jogo, a jogadora Stefany estreou e foi a 1ª atleta surda a jogar pelo futebol feminino profissional do país.

Vitoria 0X3 Iranduba

Mais uma derrota na conta do Vitória e três pontos pro Hulk da Amazônia, que virou notícia na última semana pela parceria firmada com o rival 3B. O Iranduba enfrenta uma grave crise financeira e corria o risco de não conseguir entrar em campo por falta de atletas.

(Foto: Reprodução Twitter / EC Iranduba)

Mas uma parceria foi firmada com o 3B e o clube amazonense cedeu 17 atletas + comissão técnica ao Iranduba. Então, a partir de agora, as jogadoras do 3B jogarão com a camisa do Hulk durante a 1ª fase da Série A1. A ideia é manter a equipe na elite. Depois disso, as jogadoras voltam ao 3B para buscarem o acesso jogando a Série A2.

São Paulo 2X0 Minas Brasília

No domingo, em Cotia – debaixo de uma tarde quente de sol -, o São Paulo recebeu o Minas Brasília e venceu por 2×0. Os gols foram marcados por Gláucia e Gislaine.

(Foto: Divulgação / @SaoPauloFC)

Apesar da vitória, o tricolor não voltou bem, penou para conseguir criar boas jogadas, jogou sem Duda (suspensa pelo terceiro amarelo), a zagueira Thais Regina foi expulsa e o ponto positivo foi a estreia da zagueira Lauren no time profissional aos 17 anos.

O ponto negativo desse jogo foi que pelo lado do Minas Brasília, 10 jogadoras testaram positivo para a Covid-19 – todas assintomáticas. Elas não viajaram com a equipe, mas este é mais um caso triste que demonstra que a volta do futebol também expõe as atletas ao vírus.

Avai/Kindermann 2X1 Santos

As Sereias da Vila – que ocupavam sozinhas a liderança – tropeçaram fora de casa. Em Caçador (SC), o Avaí/Kindermann – 3º colocado no Brasileiro Feminino de 2019 – derrotou o Santos por 2×1.

+ Garantido na Libertadores 2021, Avaí/Kindermann sonha com título nacional

(Foto: Andrielli Zambonin)

O time de Santa Catarina saiu na frente com Duda, aos 21 do primeiro tempo. A zagueira Tayla empatou para o Santos aos 22 do 2º tempo e, dois minutos depois, Lelê deixou a equipe de Caçador na frente do placar novamente.

Um ótimo resultado para o time do Sul que assumiu a terceira colocação do campeonato, com 13 pontos.

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Ferroviária 1X2 Internacional

A atual campeã ainda não venceu após a pausa. Já são duas derrotas desde a retomada do Brasileiro Feminino: para o Corinthians na última quarta-feira (26/8) e neste domingo foi derrotada pela equipe do Internacional, de virada e em casa, por 2×1.

(Foto: Jonatan Dutra/Ferroviária)

Aline Milene foi quem marcou o gol da  Ferrinha e pelo Internacional, Shashá marcou os dois gols. Com isso, o time de Araraquara ocupa o 4º lugar, com 12 pontos.

Audax 0x3 São José

São José venceu fora de casa! Meteu 3 no Audax, com gols de Duda, da estreante Sisi e Mylena Carioca. Essa é a terceira vitória do São José no Brasileirão e a Mylena já guardou 6 gols na competição.

(Foto: Gabriel Dantas / São José Futebol Feminino)

Próximos confrontos

A 7ª rodada começa no próximo sábado (05/7) com três jogos: Audax x Minas Brasília (15h), Ferroviária x Grêmio (17h) e Vitória x Internacional (20h30).

Para o domingo, o destaque é o clássico San-São na Vila Belmiro, às 14h (jogo com transmissão da TV Bandeirantes). Às 15h tem Ponte Preta x São José e Palmeiras x Avaí/Kindermann e às 20h, o Iranduba recebe o Flamengo/Marinha.

Fechando a rodada, o Corinthians recebe o Cruzeiro, às 19h de segunda-feira, no Parque São Jorge.

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