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DAZN transmitirá Libertadores feminina, que terá Corinthians em busca do bi

Renata Mendonça

17/09/2019 08h00

Foto: AFP

Em menos de um mês, Corinthians e Ferroviária – que também são finalistas do Campeonato Brasileiro – embarcarão para Quito, no Equador, para disputar a Libertadores feminina. A competição começa no dia 11 de outubro, vai até dia 27 e será transmitida pelo DAZN no Brasil.

A plataforma de streaming já é a detentora dos direitos da Copa Sul-Americana masculina e agora adquiriu também a Libertadores, principal competição sul-americana no futebol feminino. O torneio, que existe desde 2009 e tem domínio absoluto de times brasileiros – são 7 títulos de clubes daqui nas 10 edições da competição -, terá, pela primeira vez na história, a participação de 16 equipes num formato maior do que o dos outros anos. A transmissão dos jogos também vem como novidade, já que muitas outras edições não tiveram exibição no Brasil. Neste ano, o DAZN transmitirá todos os jogos de Corinthians e Ferroviária ao longo da competição.

Os dois clubes buscarão o bicampeonato da Libertadores. A equipe de Araraquara foi campeã em 2015 e tentará repetir o feito agora que ficou com a segunda vaga brasileira no torneio – que seria destinada ao vice-campeão brasileiro de 2018, Rio Preto, clube que encerrou as atividades no futebol feminino. O Flamengo, terceiro colocado, foi convidado em seguida, mas negou participar da disputa em uma decisão que veio da Marinha (já que o clube só dá a camisa ao projeto militar). Com isso, a Ferroviária ganha a chance de disputar o torneio no Equador ao lado de seu atual adversário da semifinal do Paulista e da final do Brasileiro.

O Corinthians foi campeão da Libertadores em 2017, quando ainda estava em parceria com o Audax. O técnico campeão era o mesmo de hoje, Arthur Elias, e algumas das jogadoras também – como é o caso da goleira Lelê, heroína daquela edição pegando duas cobranças na disputa de pênaltis que valeu o título. Agora, talvez na sua melhor fase desde que voltou a investir no futebol feminino, o time alvinegro embarcará para Quito após a decisão do Brasileiro em busca do sonho do bicampeonato.

Foto: Divulgação

O formato da competição neste ano terá quatro equipes a mais em relação a 2018. São 16 times divididos em quatro grupos – que ainda serão sorteados. Os dois melhores de cada chave se classificam para quartas-de-final, semifinal e final. A exclusividade de transmissão será do DAZN.

Histórico do torneio

A Libertadores feminina existe desde 2009, quando a primeira edição foi disputada no Brasil e teve o Santos como campeão em um time histórico, formado por Marta, Cristiane e companhia. Para se ter ideia, a superioridade das chamadas "Sereias da Vila" era tanta, que a final terminou 9 a 0 para a equipe brasileira diante do Universidad Autonoma, do Paraguai.

O Santos conquistaria o bicampeonato em 2010. O maior campeão da Libertadores até agora é o São José, com três títulos.

A competição sofreu com alguns problemas de organização nos últimos anos, mas a Conmebol tem investido mais para garantir que a Libertadores feminina ofereça uma melhor estrutura para os clubes. No ano passado, Manaus foi escolhida como sede do torneio, que contou com a participação de três equipes brasileiras (o então campeão nacional, Santos, o campeão da edição anterior, Audax – já sem a parceria do Corinthians – e o Iranduba como representante da cidade-sede). Os jogos tiveram públicos interessantes e aconteceram em um estádio digno de Copa do Mundo –  a Arena da Amazônia.

Desta vez, a Conmebol amplia a quantidade de equipes na disputa e também estende um pouco a competição, que costumava durar 10 dias e agora acontecerá em 15. Ainda não é o ideal para o principal torneio sul-americano entre as mulheres – espera-se que nos próximos anos haja mais mudanças para ampliar a disputa e o calendário -, mas ainda carrega o peso de ser uma Libertadores, que qualquer equipe brasileira sonha em ganhar.

As datas de estreia de Corinthians e Ferroviária na competição ainda não foram confirmadas, mas ambos os jogos terão transmissão do DAZN.

Sobre as autoras

Renata Mendonça é jornalista, são-paulina, e apaixonada por esporte desde que se conhece por gente. Foi em um ~dibre desses da vida que conseguiu unir trabalho e paixão sendo jornalista esportiva. Hoje, sua luta é para que mais mulheres consigam ocupar esse espaço. Angélica Souza é publicitária, de bem com a vida e tem um senso de humor que, na maioria das vezes, faz as pessoas rirem. Alucinada por futebol - daquelas que não pode ver uma bola que já sai chutando - sabe da importância e responsabilidade de ser uma mulher com essa paixão. Nas costas, gosta da 10, e no peito, o coração é verde e branco e bate lá na Turiassú. Roberta Nina é aquariana por essência, são-paulina por escolha e jornalista de formação. Tem por vocação dar voz às mulheres no esporte.

Sobre o blog

Futebol não é coisa de mulher. Rugby? Vocês não têm força para jogar... Lugar de mulher é na cozinha, não no campo, na quadra, na arquibancada. Já ouviu isso muitas vezes, né?! Mas o ~dibradoras surgiu para provar justamente o contrário. Mulher pode gostar, entender e praticar o esporte que quiser. E quem achar que não, a gente ~dibra ;)

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