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Seleção feminina goleia Equador por 8x0 em último amistoso do ano

Roberta Nina

01/12/2020 23h27

Foto: Mariana Sá/CBF

Nesta terça-feira, a seleção brasileira encarou seu último amistoso do ano. Assim como aconteceu na última sexta-feira (27/11), o Brasil enfrentou novamente o Equador e, mais uma vez, venceu a equipe comandada por Emily Lima. O placar foi 8×0 para o Brasil, com gols de Debinha, Luana, dois de Andressa Alves, dois de Rafaelle, Júlia Bianchi e Érika

A partida aconteceu no Morumbi e essa foi a primeira vez que as mulheres do Brasil jogaram uma partida no estádio do São Paulo Futebol Clube.

Dentro de campo, o Brasil controlou todas as ações desde os primeiros instantes e pressionou muito a saída de bola da equipe equatoriana. A seleção chegou com perigo ao ataque aos 27 segundos de jogo, quando Debinha levou perigo ao gol adversário.

E não demorou muito para o Brasil abrir o placar. Ludmila rabiscou pelo lado esquerdo, cruzou rasteiro na área e Debinha apareceu no primeiro pau para completar de letra para o gol. Esse foi o 10º gol da camisa 9 desde que Pia Sundhage chegou ao comando da equipe, em julho de 2019.

A atacante é artilheira da Era Pia com 10 gols (Foto: Mariana Sá/CBF)

Com quase quatro minutos de jogo, Andressa Alves também foi acionada pelo lado esquerdo e chutou cruzado, exigindo que a goleira Morán se esticasse toda para impedir o segundo gol. Um minuto depois, Rafaelle cabeceou para o gol após escanteio e também levou perigo ao Equador.

Aos 15 minutos de jogo, o Brasil ampliou. Jucinara cruzou pra área, a zaga equatoriana afastou mal e a bola sobrou pra Luana na entrada da área. Ela acionou Debinha dentro da área, mas a camisa 9 perdeu a bola e, na sobra, Luana finalizou encobrindo a goleira Morán.

Dois minutos depois, Andressa Alves começa a jogada acionando Debinha pelo lado esquerdo. Ela vai até a linha de fundo e cruza para a área buscando Ludmila. A camisa 19 erra o cabeceio e Andressa Alves aparece livre para completar para as redes.

Na comemoração, a camisa 7 fez o famoso sinal de "sai zica", já que esse foi o primeiro gol de Andressa Alves sob o comando de Pia Sundhage. A meia não marcava com a camisa do Brasil desde fevereiro de 2019, em jogo antes da Copa do Mundo, diante da Inglaterra.

Aos 20 minutos veio o quarto gol. Em cruzamento pela esquerda, Luana colocou a bola na cabeça da zagueira Rafaelle que subiu sozinha para marcar seu segundo gol na era Pia.

Aos 23, a goleira Morán evitou o quinto gol brasileiro após defender com os pés um chute de Ludmila na cara do gol.

Aos 33 minutos, mais uma jogadora estreou pela seleção brasileira. A meio-campista Luana sofreu uma falta e sentiu o tornozelo. A treinadora do Brasil colocou Julia Bianchi, meio-campo do Avaí/Kindermann, no jogo.

Aos 43, Andressa Alves sofreu falta no lado esquerdo do ataque. Na bola parada, Debinha colocou na área e Rafaelle desviou de cabeça e marcou seu segundo gol na partida e o quinto da seleção brasileira.

A zagueira Rafaelle marcou dois gols de cabeça contra o Equador (Foto: Mariana Sá/CBF)

No último minuto do primeiro tempo, Ludmila pressionou a saída de bola das equatorianas, fez o desarme e partiu pelo lado direito do campo. Dentro da área, cruzou na medida para Andressa Alves empurrar para as redes, de carrinho. E assim acabou a primeira etapa: 6×0.

No segundo tempo, Pia fez quatro alterações: saiu Bruna Benites para entrada de Camilinha, Jucinara para entrada de Tamires e  Giovana no lugar de Ludmila (estreia da jogadora de 17 anos que atua no Barcelona e tem nacionalidade americana e espanhola). A treinadora também fez mudança no gol, tirando Bárbara e colocando Lelê pro jogo.

Aos 4 minutos de jogo, Ana Vitória foi acionada pela linha de fundo no lado direito, cruzou rasteiro para a área e a estreante Giovana chutou por cima do gol adversário.

Giovana tem 17 anos e fez sua estreia pela seleção principal (Foto: Mariana Sá/CBF)

Na etapa final, o Brasil tocou mais a bola e não marcou tão em cima do Equador, mas a equipe de Emily Lima é muito frágil, com pouco repertório e tem muita dificuldade de construir jogadas ofensivas.

Com o jogo controlado, Pia Sundhage fez mais duas alterações no time. Saíram Ana Vitória e Andressa Alves e entraram Chu e Adriana.

Aos 25 minutos, o Equador vacilou na saída de bola, Chu fez o desarme e partiu pra cima da marcação. Pelo lado direito, ela cruzou na área e a estreante Julia Bianchi abriu o compasso e completou de joelho, marcando seu primeiro gol com a camisa brasileira.

Aos 34 minutos, Camilinha partiu rumo ao ataque e foi parada com falta na entrada da área, pelo lado direito. Tamires alçou a bola na grande área na cabeça da zagueira Érika, que marcou o oitavo gol brasileiro. Essa foi a 4ª assistência de Tamires em jogadas que resultou em gols sob o comando de Pia Sundhage.

Perto dos 40 minutos finais, Giovana partiu para a área em jogada individual, limpou a marcadora, mas chutou pra fora. Além dela, Debinha também perdeu chance de frente pro gol e Formiga arriscou um chute colocado da entrada da área, mas a bola subiu demais.

Foto: Mariana Sá/CBF

O jogo acabou 8×0 para o Brasil, que foi soberano durante todo o jogo, finalizando 37 vezes para o gol contra apenas 2 chances por parte do Equador. Este placar foi o mais elástico da seleção sob o comando de Pia Sundhage.

Depois de oito meses sem jogar, o Brasil se despede de 2020 com duas vitórias sobre o Equador e visando os Jogos Olímpicos de Tóquio, em julho do ano que vem.

Números da Seleção Brasileira sob o comando de Pia Sundhage

13 jogos: 8 vitórias, 4 empates e 1 derrota

40 gols marcados e 5 gols sofridos

Artilheiras da era Pia: Debinha (10 gols), Bia Zaneratto (5) e Formiga (3)

Sobre as autoras

Angélica Souza é publicitária, de bem com a vida e tem um senso de humor que, na maioria das vezes, faz as pessoas rirem. Alucinada por futebol - daquelas que não pode ver uma bola que já sai chutando - sabe da importância e responsabilidade de ser uma mulher com essa paixão. Nas costas, gosta da 10, e no peito, o coração é verde e branco e bate lá na Turiassú. Renata Mendonça é apaixonada por esporte desde que se conhece por gente. Foi em um ~dibre desses da vida que conseguiu unir trabalho e paixão sendo jornalista esportiva. Hoje, sua luta é para que mais mulheres consigam ocupar esse espaço. Roberta Nina é aquariana por essência, são-paulina por escolha e jornalista de formação. Tem por vocação dar voz às mulheres no esporte.

Sobre o blog

Futebol não é coisa de mulher. Rugby? Vocês não têm força para jogar... Lugar de mulher é na cozinha, não no campo, na quadra, na arquibancada. Já ouviu isso muitas vezes, né?! Mas o ~dibradoras surgiu para provar justamente o contrário. Mulher pode gostar, entender e praticar o esporte que quiser. E quem achar que não, a gente ~dibra ;)

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