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Corinthians vence time equatoriano na estreia da Libertadores feminina

Renata Mendonça

14/10/2019 20h58

Foto: Agência Corinthians

Com dois dias de "atraso", o Corinthians estreou na Libertadores feminina sem grandes dificuldades para vencer o Clube Ñañas, do Equador, por 3 a 1. Os gols foram de Millene, Grazi e Juliete no primeiro tempo, e de Zambrano, descontando para as equatorianas na etapa final.

Essa partida era para ter acontecido no último sábado, mas o caos político e a sequência de protestos em Quito fizeram com que a Conmebol suspendesse a rodada do fim de semana. Na noite deste domingo, a entidade confirmou a continuidade do torneio, depois que o governo equatoriano anunciou o acordo com os manifestantes para aliviar a tensão que vivia a capital nos últimos dias.

O Corinthians busca o bicampeonato da Libertadores feminina neste ano, após ter conquistado a taça em 2017 ainda na parceria com o Audax. Atual vice-campeão brasileiro e invicto há 37 jogos, o time comandado por Arthur Elias é um dos favoritos ao troféu, juntamente com a Ferroviária, o outro clube brasileiro na disputa, que estreou com goleada por 10 a 1 na última sexta.

Agora, a equipe alvinegra descansa e volta a campo na próxima quinta-feira para enfrentar o América de Cali às 19h com transmissão do DAZN.

O jogo

O Corinthians começou poupando suas jogadoras que estiveram com a seleção brasileira nos amistosos contra Inglaterra e Polônia – a goleira Lelê, a zagueira Erika, a lateral Tamires e a atacante Vic Albuquerque – e esteve um pouco nervoso nos primeiros minutos, errando muitos passes.

No entanto, com 10 minutos, o time comandado por Arthur Elias abriu o placar em um golaço da artilheira Millene, que tocou por cobertura com categoria e fez 1 a 0. Era o que precisava para a equipe alvinegra ficar mais confortável na partida e criar mais oportunidades. Aos 13, Millene armou a jogada pela esquerda, Juliete chutou, a goleira do time equatoriano rebateu e a bola sobrou para Grazi empurrar para as redes na confusão no meio da área.

O terceiro gol aconteceu aos 31 minutos, com Juliete, que se fez bastante presente no ataque jogando pelo lado e ainda criou mais uma oportunidade com Zanotti nos minutos seguintes.

Foto: Agência Corinthians

Enquanto isso, a equipe da casa quase não chegava ao ataque. A goleira Tainá Borges mal precisou tocar na bola no primeiro tempo. Na etapa final, ela fez boa interceptação na enfiada em profundidade para a atacante do Ñañas e salvou o Corinthians de ter a defesa vazada.

O time brasileiro caiu de ritmo, e o técnico Arthur Elias passou a fazer trocas. Ele colocou Vic Albuquerque e Maiara nos lugares de Millene e Giovana Crivelari. O time se movimentou melhor, mas ainda encontrava dificuldades para furar a defesa do Ñañas.

Foto: Agência Corinthians

O jogo terminou com a equipe da casa fazendo um golaço para descontar no marcador. A atacante do Ñañas acertou um chutaço de fora da área, sem chances de defesa para a goleira Tainá, e fez o gol de honra do time equatoriano para a alegria da torcida presente.

Sobre as autoras

Renata Mendonça é jornalista, são-paulina, e apaixonada por esporte desde que se conhece por gente. Foi em um ~dibre desses da vida que conseguiu unir trabalho e paixão sendo jornalista esportiva. Hoje, sua luta é para que mais mulheres consigam ocupar esse espaço. Angélica Souza é publicitária, de bem com a vida e tem um senso de humor que, na maioria das vezes, faz as pessoas rirem. Alucinada por futebol - daquelas que não pode ver uma bola que já sai chutando - sabe da importância e responsabilidade de ser uma mulher com essa paixão. Nas costas, gosta da 10, e no peito, o coração é verde e branco e bate lá na Turiassú. Roberta Nina é aquariana por essência, são-paulina por escolha e jornalista de formação. Tem por vocação dar voz às mulheres no esporte.

Sobre o blog

Futebol não é coisa de mulher. Rugby? Vocês não têm força para jogar... Lugar de mulher é na cozinha, não no campo, na quadra, na arquibancada. Já ouviu isso muitas vezes, né?! Mas o ~dibradoras surgiu para provar justamente o contrário. Mulher pode gostar, entender e praticar o esporte que quiser. E quem achar que não, a gente ~dibra ;)

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