Topo
Dibradoras

Dibradoras

Quem é a 1ª mulher a assumir cargo do mais alto escalão em franquia da NBA

Renata Mendonça

17/12/2018 18h41

Kelly Krauskopf assumirá o cargo de assistente do gerente-geral de operações do Indiana Pacers (Foto: Ron Hoskins/NBAE via Getty Images)

Há quase duas décadas, Kelly Krauskopf atua em cargos de gestão da WNBA (a liga de basquete feminino dos Estados Unidos) e mostrou sua competência levando o Indiana Fever ao inédito título nacional em 2012, quando era gerente-geral da equipe. Agora, ela é o novo reforço do Indiana Pacers, onde será assistente do gerente-geral de operações da franquia – o que a torna a primeira mulher a ocupar um cargo do mais alto escalão da NBA nos Estados Unidos.

Leia mais: Anorexia, desmaios e trabalho de graça: a rotina das cheerleaders da NBA

"Como uma arquiteta de uma das franquias mais bem-sucedidas da WNBA, Kelly é uma verdadeira pioneira nesse esporte", afirmou o dono dos Pacers, Herb Simon, ao confirmar a contratação dela. "Eu trabahei com ela nas duas últimas décadas, então conheço muito bem a ideia que ela tem de basquete, seu trabalho duro, sua ética e sua liderança, então não tenho dúvidas de que ela trará grandes benefícios para nossa organização", reforçou.

Como bem pontuou Simon, Kelly Krauskopf construiu uma grande história de sucesso no Indiana Fever. Ela assumiu o cargo de "Gerente Geral" – o chamado "general manager" em inglês, que é uma das posições mais importantes de uma equipe, com a função de decidir tudo sobre as operações da franquia – em 2003, quando o Fever nunca havia conseguido chegar a uma final de WNBA e mal se classificava para os playoffs da liga.

Em sua gestão, foram para os playoffs por 12 anos consecutivos, chegaram à final da WNBA três vezes e conquistaram finalmente o título em 2012. Foram 17 anos à frente da franquia, algo inédito na WNBA já que nenhum outro gestor conseguiu passar tanto tempo no cargo.

Como gerente-geral do Indiana Fever, Kelly levou a equipe ao título da WNBA (Foto: AP)

Krauskopf ainda teve méritos nas conquistas de três ouros olímpicos da seleção americana de basquete feminino, em 2004, 2008 e 2012, quando atuou como conselheira da equipe. 

Com essa carreira bem-sucedida como gestora, ela chega muito credenciada para assumir um papel inédito para as mulheres na maior liga de basquete do mundo. A NBA tem outras representantes femininas atuando nas franquias, como Becky Hammon, que em 2014 foi nomeada assistente técnica do San Antonio Spurs, Lindsey Hading, também ex-jogadora que agora faz parte da equipe de scout do Philadelphia 76ers, e Sue Bird, armadora que está se aposentando agora, está a caminho do Denver Nuggets para ser parte da equipe técnica. No entanto, nenhuma delas ocupa um posto tão importante como o que Krauskopf irá assumir.

"Me sinto honrada de fazer parte de uma franquia histórica. A chance de trabalhar no mais alto escalão da NBA em uma organização de elite, cercada por pessoas muito competentes e numa cidade que se tornou a minha casa é extraordinária", afirmou Krauskopf, que atuará ao lado do gerente-geral Chad Buchanan. 

"Construir times de sucesso não depende de gênero, mas de pessoas e processos. Estou super animada para fazer parte dos Pacers para continuarmos a construir a melhor franquia da NBA nesse negócio", reforçou ela.

(Foto: Getty Images)

Amtes de atuar no Indiana Fever, Kelly Krauskopf foi a primeira diretora de operações da WNBA ainda em 1996, participando do desenvolvimento da liga feminina nos Estados Unidos. Ela também foi jogadora na década de 1980, representando a universidade no Texas.

"Kelly jogou, atuou nos bastidores da WNBA, ajudou a construir a franquia do Indiana Fever desde o início e conseguiu montar um time campeão. Ela é muito respeitada no basquete, tem um grande conhecimento de toda a operação da modalidade, então quando vemos esse cargo, faz todo o sentido trazer alguém que já está aqui dentro para assumi-lo. Acredito que ela será uma grande parceira para mim, para Chad Buchanan e para o vice-presidente de operações, Peter Dinwiddie, conforme seguimos em busca da construção de um time vitorioso para nossa cidade", observou o presidente de operações da franquia, Kevin Pritchard.

 

Sobre as autoras

Renata Mendonça é jornalista, são-paulina, e apaixonada por esporte desde que se conhece por gente. Foi em um ~dibre desses da vida que conseguiu unir trabalho e paixão sendo jornalista esportiva. Hoje, sua luta é para que mais mulheres consigam ocupar esse espaço. Angélica Souza é publicitária, de bem com a vida e tem um senso de humor que, na maioria das vezes, faz as pessoas rirem. Alucinada por futebol - daquelas que não pode ver uma bola que já sai chutando - sabe da importância e responsabilidade de ser uma mulher com essa paixão. Nas costas, gosta da 10, e no peito, o coração é verde e branco e bate lá na Turiassú. Roberta Nina é aquariana por essência, são-paulina por escolha e jornalista de formação. Tem por vocação dar voz às mulheres no esporte.

Sobre o blog

Futebol não é coisa de mulher. Rugby? Vocês não têm força para jogar... Lugar de mulher é na cozinha, não no campo, na quadra, na arquibancada. Já ouviu isso muitas vezes, né?! Mas o ~dibradoras surgiu para provar justamente o contrário. Mulher pode gostar, entender e praticar o esporte que quiser. E quem achar que não, a gente ~dibra ;)

Mais Dibradoras