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Ferroviária goleia Estudiantes no 2º tempo e avança na Libertadores

Roberta Nina

16/10/2019 00h16

(Foto: Tiago Pavini/Ferroviária SA)

Nesta terça-feira (15), a Ferroviária fez seu segundo jogo pela Libertadores Feminina, em Quito, e diferente do que aconteceu no primeiro jogo – quando goleou com facilidade o Mundo Futuro por 10×1 – a equipe do interior de São Paulo venceu o Estudiantes de Caracas por 4×1, com todos os gols marcados na etapa final

A treinadora Tatiele Silveira entrou em campo com a mesma equipe da estreia e encontrou a defesa venezuelana muito bem posicionada. Mas, no segundo tempo, quando marcou o primeiro gol, o time de Araraquara ficou mais à vontade para golear.

A Ferroviária – campeã da competição em 2015 – busca o bicampeonato da Libertadores nesta edição. Com seis pontos conquistados em dois jogos e um saldo de 12 gols marcados, a Ferroviária já está classificada para o mata-mata, mas fará seu segundo jogo pela fase de grupos na sexta-feira (18) contra o Deportivo Cuena, às 19h, com transmissão do DAZN.

O jogo 

A primeira chegada perigosa da etapa inicial foi do Estudiantes com a camisa 13, Valecillos. Ela tentou um chute de fora da área para surpreender a goleira Luciana – aproveitando a altitude da capital do Equador. 

A Ferroviária tentava chegar ao ataque na troca de passes, mas foi com um chute de Rafa Mineira – também de fora da área – que a equipe afeana carimbou a trave do time venezuelano. Cinco minutos depois, a atacante Nathane assustou a goleira Hernandez em um chute cruzado.

(Foto: Tiago Pavini/Ferroviária SA)

O Estudiantes estava muito bem posicionado defensivamente e, quando recuperava a bola na defesa, ligava o ataque com rapidez, sempre tocando a bola de pé em pé. Ainda assim, a equipe da Venezuela não deu grandes sustos no time brasileiro.

Aos 35 minutos, a Ferroviária teve outra boa chance de abrir o placar. Foi no cruzamento de Rafa Mineira para a área que Nathane – muito bem posicionada – finalizou para o gol, mas viu a goleira Hernandez voar para fazer uma grande defesa.

O segundo tempo foi recheado de gols, bem diferente da primeira etapa. A Ferroviária abriu o placar aos 7 minutos com Nathane. Após receber lançamento de Barrinha, a camisa 9 matou no peito, driblou as adversárias e estufou as redes da equipe venezuelana. E era disso que o time brasileiro precisava: um golzinho para dar confiança e tranquilidade.

As guerreiras grenás ficaram mais propositivas e a técnica Tatiele Silveira cantava o jogo para suas atletas da beira do gramado. "Isso, toca a bola. Ei, não entra na loucura", foram algumas das frases ditas por ela. E assim, na base do incentivo, a equipe do interior marcou o segundo gol com Aline Milene, que conduziu a bola da lateral do gramado até a diagonal da grande área e soltou uma bola indefensável para a goleira Hernandez.

O terceiro gol veio pouco depois dos 40 minutos da etapa final em uma bela jogada entre Rafa Mineira que lançou Aline Milene no comecinho da pequena área. A camisa 10 fintou a marcadora e cruzou na área para Nathane completar. Este foi o sétimo gol da atacante na competição.

(Foto: Tiago Pavini/Ferroviária SA)

Um minuto depois, em uma bobeada da zaga brasieleira, Arguelles roubou a bola de Maglia e a camisa 9, Lizcano, fez um golaço, diminuindo o placar para o Estudiantes Caracas. 

E pra finalizar, na cobrança de escanteio de Barrinha, Maglia desviou de cabeça e a bola sobrou para Luana, que completou a goleada. 

Sobre as autoras

Renata Mendonça é jornalista, são-paulina, e apaixonada por esporte desde que se conhece por gente. Foi em um ~dibre desses da vida que conseguiu unir trabalho e paixão sendo jornalista esportiva. Hoje, sua luta é para que mais mulheres consigam ocupar esse espaço. Angélica Souza é publicitária, de bem com a vida e tem um senso de humor que, na maioria das vezes, faz as pessoas rirem. Alucinada por futebol - daquelas que não pode ver uma bola que já sai chutando - sabe da importância e responsabilidade de ser uma mulher com essa paixão. Nas costas, gosta da 10, e no peito, o coração é verde e branco e bate lá na Turiassú. Roberta Nina é aquariana por essência, são-paulina por escolha e jornalista de formação. Tem por vocação dar voz às mulheres no esporte.

Sobre o blog

Futebol não é coisa de mulher. Rugby? Vocês não têm força para jogar... Lugar de mulher é na cozinha, não no campo, na quadra, na arquibancada. Já ouviu isso muitas vezes, né?! Mas o ~dibradoras surgiu para provar justamente o contrário. Mulher pode gostar, entender e praticar o esporte que quiser. E quem achar que não, a gente ~dibra ;)

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