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Saiba mais sobre os 10 melhores treinadores indicados ao prêmio da Fifa

Roberta Nina

02/08/2019 04h00

Foto: Getty

A FIFA divulgou nesta terça-feira (31/07) os 10 finalistas para o prêmio de melhor treinador(a) do mundo. Entre os 10 nomes escolhidos, quatro são mulheres, entre elas a campeã mundial (Jill Ellis), a vice-campeã da Copa (Sarina Wiegman) e a campeã da seleção espanhola sub-17 (Toña Is).

+ Das 8 seleções nas quartas de final da Copa, 5 são treinadas por mulheres

Listamos abaixo quem são essas(es) treinadoras(es) e porque merecem fazer parte desse seleto grupo de melhores do mundo:

Milena Bertolini

Por ter sido a técnica que conseguiu levar a Itália de volta a uma Copa feminina após 20 anos, Milena Bertolini já conseguiu um grande feito para o futebol das mulheres no país. E se analisar a campanha da Azzurre no Mundial da França, seu nome já entrou para a história. 

A Itália chegou nas quartas-de-final pela primeira vez desde 1991, desbancando seleções consagradas como a Austrália (logo na estreia) e despachando a China na primeira fase do mata-mata.

Milena foi jogadora de futebol e teve sua primeira chance como treinadora no Verona, em 2002, quando foi assistente técnica. Na temporada seguinte ganhou a chance de assumir o cargo de treinadora principal. Foi colecionando títulos da primeira divisão da Itália com diversos clubes que ela foi se credenciando para o cargo que ocupa hoje. Tirou a licença pro da UEFA e, em 2017, foi convidada para assumir a seleção. Garantiu a classificação para o Mundial com apenas uma derrota na campanha.

Jill Ellis

Ela é britânica, mas foi comandando os Estados Unidos que Jill alcançou os melhores resultados de sua carreira, que começou nas universidades dos Estados Unidos um pouco por acaso. Em 1999, passou a trabalhar com as seleções de base dos Estados Unidos e, de certa forma, acabou se preparando para um dia assumir o cargo principal na equipe americana. Foi assistente da técnica sueca Pia Sundhage (bicampeã olímpica com os EUA) até ser efetivada como treinadora da seleção adulta em 2014.

Sob o seu comando por cinco anos, os Estados Unidos conquistou oito torneios, ele entres, o bicampeonato da Copa do Mundo (2015 e 2019). Em sua trajetória, a equipe norte-americana disputou 127 partidas, com 102 vitórias, 18 empates e apenas sete derrotas.

U.S. Soccer anunciou nesta semana que Jill deixará o cargo para assumir em outubro para se tornar embaixadora da Associação de Futebol do país.

Peter Gerhardsson

Peter tem 59 anos e é treinador da seleção sueca. Substituiu Pia Sundhage em 2017, assumindo o comando da equipe principal feminina.

Este ano, conduziu as suecas em uma brilhante campanha na Copa do Mundo da França. Sob seu comando, a equipe eliminou o Canadá nas oitavas-de-final, a poderosa Alemanha nas quartas e após perder para Holanda na prorrogação da semifinal, conseguiu subir ao pódio ao bater a Inglaterra por 2×1 e garantir a medalha de bronze.

Futoshi Ikeda

Ikeda tem 49 anos e vem se destacando nas equipes de base do Japão. Assumiu o posto de treinador do time sub-20 feminino em 2017 e, um ano depois, conquistou um título inédito ao vencer a Copa do Mundo da categoria.

Além de treinar a sub-20, Ikeda também é treinador da sub-17

Futoshi Ikeda durante o Mundial Sub-17 no Uruguai. (Foto: Ronald Martinez – FIFA/FIFA via Getty Images)

+ Copa Sub-20: Japão é campeão e nasce uma nova hegemonia no futebol feminino

Toña Is

María Antonia "Toña" Is Piñera, foi a primeira mulher a assumir o comando de uma seleção espanhola e no final de 2018, a equipe feminina conquistou o título mais importante de sua história: o Mundial Sub-17 ao derrotar a equipe mexicana por 2×1 na grande final.

(Foto: Federico Anfitti / EFE)+ Com geração promissora, Espanha conquista seu 1º Mundial feminino no sub-17

Toña tem 52, atuou como zagueira do Oviedo nos anos 90 e desde 2015 está a frente da seleção de base espanhola. Com certeza o feito inédito a credencia como uma das melhores treinadoras do mundo. 

Phil Neville

Aos 42 anos, o treinador inglês está no comando da seleção feminina da Inglaterra desde o início de 2018. Ex-jogador do Manchester United, Phill tem licença de treinador da UEFA e contrato garantido com as Lionesses até o final da Eurocopa de 2021.

Nesta temporada, foi vencedor da She Believes Cup e liderou a Inglaterra na Copa do Mundo da França, alcançando a quarta colocação.

(Foto: © Getty Images)

Em declaração recente ao The Guardian, Lucy Bronze – que está na lista das 10 melhores jogadoras do mundo segundo a Fifa – elogiou o trabalho do treinador. "Phil disse que não é o melhor técnico com as melhores táticas, mas ele conquistou os céticos desde o momento em que ele entrou em cena. Ele queria criar relacionamentos com as jogadoras, fãs e funcionários e ele realmente fez isso. Isso nos ajudou a participar desse torneio e se tornar um time melhor", declarou a atleta após o Mundial.

Reynald Pedros

Francês, de 49 anos que comanda o imbatível Lyon desde 2017. Ele já levantou o troféu no ano passado e, nesta temporada, conquistou com o grupo os títulos da Liga, da Copa Francesa e da Champions League.

Pedros foi vencedor do prêmio Fifa em 2018 (Foto: © Getty Images)

Com o Lyon, ele ocupou sua primeira posição como técnico depois de liderar equipes amadoras na França e na Suíça.

Para a próxima temporada, não será mais o técnico do Lyon. O treinador e o clube entraram em comum acordo e é de praxe do time francês trocar o comando do time feminino esporadicamente.

Paul Riley

Nasceu na Inglaterra, tem 55 anos e desde 2017 é treinador da equipe norte-americana North Carolina Courage. Na última temporada, levou sua equipe a conquista do título da NWSL (National Women's Soccer League), também venceu a primeira edição da Women's International Champions Cup e foi nomeado o treinador do ano da Liga.

Joe Montemurro

Joe é australiano, tem 49 anos e em 2017 se tornou treinador do Arsenal Women. Em sua segunda temporada no clube, foi campeão da FA Women's Super League e eleito pela liga como melhor treinador do ano.

Sarina Wiegman

Sarina tem 49 anos, é ex-jogadora e começou sua trajetória na seleção feminina da Holanda em 2014 como assistente técnica. Em 2016, a treinadora recebeu a licença da UEFA para atuar no cargo.

Sua trajetória sob o comando da seleção holandesa tem sido muito vitoriosa. Em 2017 ela conseguiu um feito incrível com a equipe ao conquistar o título inédito e invicto da Eurocopa (seis vitórias em seis jogos). Além da Euro, a Holanda também conquistou a Copa Algarve em 2018.

Assim como no ano passado, Sarina aparece novamente entre os 10 melhores treinadores do mundo e a indicação não é a toa. Levar a Holanda à sua primeira final de Copa do Mundo é um marco e tanto não só para ela, mas para todo o país. A campanha da seleção laranja no Mundial da França – perdendo apenas a final para os Estados Unidos – coloca a treinadora holandesa em um outo patamar. Com certeza, Sarina deve estar entre as três melhores do mundo. 

Neste primeiro momento, os dez nomes da lista foram escolhidos por capitães de seleções, treinadores e jornalistas. Agora, o público também pode escolher três nomes pelo site da Fifa. O trio mais votados será finalista e o anúncio do vencedor será no dia 23 de setembro, durante o evento The Best FIFA Football Awards.

Sobre as autoras

Renata Mendonça é jornalista, são-paulina, e apaixonada por esporte desde que se conhece por gente. Foi em um ~dibre desses da vida que conseguiu unir trabalho e paixão sendo jornalista esportiva. Hoje, sua luta é para que mais mulheres consigam ocupar esse espaço. Angélica Souza é publicitária, de bem com a vida e tem um senso de humor que, na maioria das vezes, faz as pessoas rirem. Alucinada por futebol - daquelas que não pode ver uma bola que já sai chutando - sabe da importância e responsabilidade de ser uma mulher com essa paixão. Nas costas, gosta da 10, e no peito, o coração é verde e branco e bate lá na Turiassú. Roberta Nina é aquariana por essência, são-paulina por escolha e jornalista de formação. Tem por vocação dar voz às mulheres no esporte.

Sobre o blog

Futebol não é coisa de mulher. Rugby? Vocês não têm força para jogar... Lugar de mulher é na cozinha, não no campo, na quadra, na arquibancada. Já ouviu isso muitas vezes, né?! Mas o ~dibradoras surgiu para provar justamente o contrário. Mulher pode gostar, entender e praticar o esporte que quiser. E quem achar que não, a gente ~dibra ;)

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