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Brasil empata com Japão em estreia do Mundial sub-17

Renata Mendonça

13/11/2018 19h30

Foto: Getty

A seleção brasileira de futebol feminino estreou com empate em 0 a 0 diante da forte seleção japonesa nesta terça-feira no Mundial sub-17, que acontece no Uruguai.

Enfrentando de cara o adversário mais difícil do grupo – que ainda tem México e África do Sul -, o Brasil demonstrou maturidade defensiva em campo para bloquear as chegadas das japonesas, que têm tradição na base do futebol feminino. Campeãs mundiais na categoria em 2014, o Japão investe na modalidade desde cedo e, não à toa, já tem títulos em todas as categorias da Copa do Mundo.

Já o Brasil ainda trabalha pouco na base do futebol feminino e são raros os clubes que oferecem categorias sub-17 na modalidade. Além disso, não há torneios para as atletas disputarem durante a formação  – somente no ano passado, foi criado o Paulista Sub-17 de futebol feminino justamente para fomentar a base.

Por tudo isso, já se esperava um jogo difícil nesta estreia do Mundial. As japonesas têm boa organização tática e são rápidas no ataque, então era preciso que o Brasil fechasse bem as linhas de defesa para anular os espaços. Foi isso que o time comandado por Luizão fez bem ao longo do jogo. Abrindo mão um pouco do ataque no segundo tempo, a seleção ficou mais recuada, mas também não tomou tanto sufoco das japonesas.

Na etapa inicial, o Brasil chegou a pressionar mais no campo de ataque e obrigou a goleira japonesa a fazer duas boas defesas. Nos 45 minutos finais, porém, houve apenas uma chance brasileira num quase gol olímpico já no fim da partida – mas, de resto, nenhuma ameaça no gol do Japão.

Diante das circunstâncias, a seleção fez um bom jogo e conseguiu um ponto precioso diante do adversário mais forte do grupo. O time de Luizão volta a campo agora na sexta-feira diante do México. O Sportv transmitirá a partida.

As melhores campanhas brasileiras em Mundiais sub-17 foram em 2010 e 2012, as duas oportunidades em que o time chegou às quartas-de-final. A competição foi criada em 2008 e, desde então, acontece de 2 em 2 anos e tem a Coreia do Norte como maior vencedora com duas conquistas, uma em 2008 e outra em 2016.

Sobre as autoras

Renata Mendonça é jornalista, são-paulina, e apaixonada por esporte desde que se conhece por gente. Foi em um ~dibre desses da vida que conseguiu unir trabalho e paixão sendo jornalista esportiva. Hoje, sua luta é para que mais mulheres consigam ocupar esse espaço. Angélica Souza é publicitária, de bem com a vida e tem um senso de humor que, na maioria das vezes, faz as pessoas rirem. Alucinada por futebol - daquelas que não pode ver uma bola que já sai chutando - sabe da importância e responsabilidade de ser uma mulher com essa paixão. Nas costas, gosta da 10, e no peito, o coração é verde e branco e bate lá na Turiassú. Roberta Nina é aquariana por essência, são-paulina por escolha e jornalista de formação. Tem por vocação dar voz às mulheres no esporte.

Sobre o blog

Futebol não é coisa de mulher. Rugby? Vocês não têm força para jogar... Lugar de mulher é na cozinha, não no campo, na quadra, na arquibancada. Já ouviu isso muitas vezes, né?! Mas o ~dibradoras surgiu para provar justamente o contrário. Mulher pode gostar, entender e praticar o esporte que quiser. E quem achar que não, a gente ~dibra ;)

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