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Corinthians vence e revê Ferroviária na 1ª final brasileira da Libertadores

Renata Mendonça

25/10/2019 23h43

Foto: Agência Corinthians

O Corinthians até teve alguma dificuldade, mas se impôs no segundo tempo e conseguiu golear o América de Cali na semifinal da Libertadores da América feminina. Com o placar de 4 a 0, a equipe alvinegra garantiu a vaga na decisão, onde reencontrará a Ferroviária em uma final brasileira inédita em toda a história da competição sul-americana (que existe desde 2009).

Os gols do time brasileiro foram marcados por Millene (artilheira do torneio com 5 gols), Erika e Grazi. A equipe colombiana perdeu sua goleira ainda no primeiro tempo em uma expulsão justa – ela saiu da área e colocou a mão na bola para fazer uma defesa – e jogou praticamente a partida toda com uma a menos. Com isso, o Corinthians conseguiu se impor e saiu com a vitória em Quito.

Agora, o time comandado por Arthur Elias reencontrará a Ferroviária na decisão, o time que tirou a sequência recorde de vitórias que o Corinthians acumulava desde março e que levou o título brasileiro em cima das adversárias alvinegras em pleno Parque São Jorge. A partida acontecerá na próxima segunda-feira, às 21h30 (horário de Brasília) com transmissão do DAZN Brasil.

O jogo

A equipe corintiana começou desfalcada de sua armadora, Gabi Zanotti, que tomou mais um jogo de suspensão e não pode estar em campo nesta sexta-feira. Além disso, o técnico Arthur Elias deixou Tamires no banco e isso afetou ainda mais o poder de criação ofensiva da equipe brasileira.

Foto: Agência Corinthians

No primeiro tempo, o Corinthians encontrou algumas dificuldades, mas na primeira oportunidade que teve, viu a goleira Giraldo sair da área para fazer uma defesa. A árbitra viu a irregularidade (mão na bola da goleira fora da grande área) e a expulsou corretamente. A partir daí, o time brasileiro jogou com uma a mais, mas teve dificuldades de tirar proveito disso – muito por conta da marcação forte do time colombiano, e também da falta de criatividade na transição do meio-campo para o ataque.

O primeiro gol, porém, saiu ainda no primeiro tempo, nos acréscimos. Aos 47 minutos, Juliete tentou cruzar, a defesa colombiana rebateu, a bola sobrou para Millene na entrada da área, ela girou com maestria e chutou bonito para abrir o marcador.

No segundo tempo, o Corinthians ainda pareceu nervoso em alguns momentos, errando passes e finalizações que não costuma desperdiçar. Foi o caso da própria artilheira Millene aos 13 minutos, quando recebeu sozinha da Vic em posição legal, de cara para o gol e sem nenhuma marcação, mas chutou no alto.

Aí foi o momento de Arthur Elias colocar Tamires para jogar, para dar uma movimentação maior ao ataque corintiano. Saiu a Vic Albuquerque e entrou a lateral da seleção, que no Corinthians joga de meia. Minutos depois, a mudança teve resultado, e o time brasileiro passou a pressionar mais. Até que aos 29, Ingryd acertou um passe milimétrico para Millene driblar a goleira e as zagueiras e fazer mais um.

 

Aos 34, no cruzamento de Tamires, Crivelari desviou e a zagueira Erika empurrou para as redes para aumentar ainda mais a vantagem corintiana. A essa altura, o time colombiano sequer conseguia ameaçar o gol de Lelê.

Para fechar a conta, Grazi apareceu aos 38 com um belo chute para finalizar a goleada.

Com esse resultado, o Corinthians revê a Ferroviária nesta decisão, um mês depois de ter perdido o título brasileiro para a equipe de Araraquara nos pênaltis. O time comandado por Arthur Elias teve a melhor campanha da história do torneio nacional e segue invicto desde 21 de março, somando 42 jogos desde então. Na segunda-feira, ambos os clubes brigarão pelo bicampeonato da Libertadores, que terá pela primeira vez em 10 anos de competição uma final brasileira. O Brasil já é o maior campeão do torneio, com 7 títulos em nove edições, e agora chegará ao oitavo.

O jogo terá transmissão do DAZN.

Sobre as autoras

Renata Mendonça é jornalista, são-paulina, e apaixonada por esporte desde que se conhece por gente. Foi em um ~dibre desses da vida que conseguiu unir trabalho e paixão sendo jornalista esportiva. Hoje, sua luta é para que mais mulheres consigam ocupar esse espaço. Angélica Souza é publicitária, de bem com a vida e tem um senso de humor que, na maioria das vezes, faz as pessoas rirem. Alucinada por futebol - daquelas que não pode ver uma bola que já sai chutando - sabe da importância e responsabilidade de ser uma mulher com essa paixão. Nas costas, gosta da 10, e no peito, o coração é verde e branco e bate lá na Turiassú. Roberta Nina é aquariana por essência, são-paulina por escolha e jornalista de formação. Tem por vocação dar voz às mulheres no esporte.

Sobre o blog

Futebol não é coisa de mulher. Rugby? Vocês não têm força para jogar... Lugar de mulher é na cozinha, não no campo, na quadra, na arquibancada. Já ouviu isso muitas vezes, né?! Mas o ~dibradoras surgiu para provar justamente o contrário. Mulher pode gostar, entender e praticar o esporte que quiser. E quem achar que não, a gente ~dibra ;)

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